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CNC lança oposição às bets; em MS apostas tiraram de meio a quatro bilhões da economia

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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) lançou na última semana um estudo que mostra como o crescimento das apostas on-line no País impactou negativamente o varejo e toda a cadeia produtiva brasileira em 2024. Os prejuízos potenciais à economia vão de R$ 39,2 bilhões a R$ 364 bilhões, sendo que na economia sul-mato-grossense, de R$ 520,26 milhões a R$ 4,4 bilhões, “a depender do cenário de apostas das famílias brasileiras”.

Confira o estudo: O-panorama-das-bets_janeiro_2025

A projeção considera o efeito multiplicador intersetorial de produção, valor adicionado e impostos líquidos de subsídios, partindo do princípio de que o valor apostado nas bets poderia ter sido usado para consumo de outros bens e serviços pelas famílias. “É uma parcela muito grande de recursos do orçamento familiar desviados para as apostas em um cenário de recuperação para o comércio, que se dá de forma lenta”, observa a economista do Instituto de Pesquisa da Fecomércio MS, Regiane Dedé de Oliveira.

De acordo com o estudo, o setor de comércio de bens, serviços e turismo enfrentou perda de R$ 103 bilhões do faturamento anual potencial com o redirecionamento dos recursos das famílias para os jogos. A pesquisa que revelou o dado ainda mostra que 1,8 milhão de brasileiros entraram em situação de inadimplência por comprometer a renda com as bets.

“Os dados deixam claro que o impacto das apostas vai além do aspecto financeiro, interferindo diretamente na capacidade do comércio varejista e de outros setores importantes para o desenvolvimento do País. A regulamentação, além de promover arrecadação formal, pode mitigar esses desvios prejudiciais”, explica Felipe Tavares, economista-chefe da CNC.

O caminho para a regulação

O estudo da CNC reforça a importância da regulamentação para mitigar os danos das apostas para a economia. Entre as medidas propostas, destacam-se a imposição de limites para os jogos on-line, campanhas de conscientização e programas de apoio a viciados. Outra sugestão é a regulamentação anterior de cassinos físicos, que, segundo o Projeto de Lei nº 2.234/22, pressupõe a criação de uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) específica para o setor, com potencial de arrecadação de até R$ 22 bilhões anuais em tributos, e esses recursos poderiam ser direcionados para áreas como saúde e educação e diversos programas sociais, criando um círculo virtuoso e benéfico para a sociedade.

Fonte: Fecomércio

Imagem: Pixabay

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