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“TDAH” : Quando a mente não para

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O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade, mais conhecido como TDAH, afeta milhões de pessoas no mundo e pode impactar significativamente a vida escolar, profissional, social e emocional de quem convive com ele. Considerado um transtorno do neurodesenvolvimento, o TDAH se manifesta por meio de sintomas como desatenção, impulsividade e hiperatividade, com intensidades que variam de pessoa para pessoa.

Apesar de geralmente ser diagnosticado na infância, muitos adultos só descobrem o transtorno mais tarde, ao buscar respostas para dificuldades persistentes em manter o foco, concluir tarefas ou organizar a rotina. E esse é o caso da jornalista Kelly Ventorim, que descobriu o TDAH já na fase adulta.

“Comecei a trabalhar muito cedo, aos 12 anos, por conta de uma inquietude que me fazia estar sempre atropelando os processos…. (hoje tenho essa consciência) – nunca soube o que era ficar “quieta”, achava perda de tempo ficar parada. Como me apaixonei por trabalhar, estar no meio de pessoas, (prefeituras e política – no início em Mato Grosso – MT) e logo na sequencia por fotografia e jornalismo, foquei essa hiperatividade nisso. Então a minha vida toda foi marcada por ter  várias trabalhos porque eu não aceitava parar. Ruim por outro lado, porque, deixava bastante a família (em seguida os filhos) de lado, em detrimento ao trabalho”. Mas hoje, Kelly tem consciência da situação, utiliza remédios com prescrição médica e tenta levar a vida com leveza.

TDAH, nos últimos anos, tem causas multifatoriais (sociais, culturais, clínicas e até tecnológicas). Não é que o TDAH esteja “surgindo” agora, ele está sendo mais reconhecido, nomeado e compreendido. O acesso à informação leva ao conhecimento. Assim, alguns se identificam e buscam o diagnóstico, já em outros casos se dão a partir de encaminhamentos para uma avaliação. Logo, o crescimento na busca por diagnóstico de TDAH reflete mais consciência, acesso e acolhimento do que uma “moda” ou exagero. As pessoas estão, finalmente, se permitindo entender sua própria mente, e muitas vezes, pela primeira vez.

E embora o TDAH não tenha cura, ele pode ser controlado com tratamento adequado. Para a neuropsicóloga Catiúsia Albuquerque, o diagnóstico correto é o primeiro passo para melhorar a qualidade de vida. “O TDAH exige uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir acompanhamento psicológico, uso de medicação prescrita por um médico e, em alguns casos, terapia ocupacional. O mais importante é entender que, com o tratamento adequado, é possível ter uma vida equilibrada e produtiva”, explica.

Os preconceitos sobre o TDAH (e saúde mental em geral) exige uma ação constante, consciente e estratégica, tanto no nível individual quanto coletivo. Desinformação é um ruído que silencia verdades. Conhecimento é o que dá voz a quem nunca foi ouvido. Por meio deste conteúdo já é um dos melhores meios de combater a desinformação.

 

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