Faleceu na madrugada deste sábado (28), em Bonito (MS), o artista plástico Jonir Benedito de Figueiredo, mais conhecido como Jonir Figueiredo. Nascido em Corumbá (MS), o artista tinha 71 anos e deixa um legado marcante nas artes visuais, com prêmios, exposições no Brasil e no exterior, além de uma trajetória ligada à crítica ambiental e à experimentação artística.
Jonir participou, na noite anterior à sua morte, da abertura do Bonito Cinesur e, em seguida, se reuniu com amigos para conversar sobre arte, vida e novos projetos. Segundo relatos de quem esteve presente, foi uma noite animada e de boa conversa. Ele estava hospedado na casa de amigos e foi encontrado sem vida na manhã deste sábado por um dos anfitriões. A causa da morte ainda não foi divulgada.
A jornalista Lú Pedrussi obteve mais informações:
Formado em Educação Artística pela Faculdade de Marília, em São Paulo, Jonir Figueiredo construiu uma carreira sólida e engajada, mesmo sem se declarar ativista. Nos anos 1980 e 1990, lançou a coleção Couro, que denunciava a matança de jacarés no Pantanal, período marcado pela atuação dos chamados “coreiros” na região.
Outra série marcante foi Mapas do Paraíso, na qual o artista criticava a degradação ambiental por meio de desenhos que simulavam peles de animais silvestres com etiquetas de exportação, amarradas em barbante.
Durante a pandemia da Covid-19, Jonir criou sua mais recente coleção, intitulada Calotas. As obras foram produzidas a partir de calotas de carros abandonadas nas ruas de Campo Grande, transformadas em mandalas com cores vibrantes. Segundo o próprio artista, as peças representavam uma resposta de resistência ao caos social vivido durante o isolamento.
Jonir Figueiredo será lembrado não apenas por sua contribuição estética e crítica à arte brasileira, mas também por seu olhar sensível ao meio ambiente e às transformações sociais.
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