Estado segue sem registros da doença em 2024 e 2025, mas investigações e ações preventivas são ampliadas nas regiões de fronteira
Mesmo após a confirmação de um caso de sarampo no Paraguai, Mato Grosso do Sul permanece sem registros da doença nos anos de 2024 e 2025, segundo a Gerência de Imunização da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Atualmente, cinco casos suspeitos estão em investigação, todos acompanhados conforme os protocolos de vigilância epidemiológica.
Em entrevista à FM Educativa MS 104.7, a gerente técnica estadual de Doenças Agudas e Exantemáticas da SES, Jakeline Miranda Fonseca, reforçou que a vigilância está em alerta. “Qualquer caso suspeito deve ser imediatamente notificado e investigado. A população também precisa colaborar, procurando a unidade de saúde diante de sintomas como febre, manchas vermelhas no corpo, coriza, tosse ou conjuntivite”, alertou.
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Além da vacinação, o Estado intensificou ações de vigilância ativa, com apoio dos Agentes Comunitários de Saúde (ACSs). Entre as medidas, estão a busca ativa em comunidades, visitas domiciliares e revisão de prontuários em unidades de saúde e hospitais, visando identificar precocemente casos suspeitos de sarampo ou rubéola.
Dia D na fronteira
Como parte das estratégias de contenção, foi realizado no dia 26 de julho o Dia D de Vacinação na região de fronteira, considerada de maior risco para a entrada do vírus no Brasil. A ação teve foco especial em Corumbá e Ladário.
Em Corumbá, foram aplicadas 1.050 doses contra o sarampo ao longo do mês de julho, sendo 280 apenas no Dia D. A mobilização também ofereceu outras vacinas: 143 doses contra hepatite B e 168 contra Influenza foram administradas no mesmo dia.
Já em Ladário, 70 pessoas foram vacinadas contra o sarampo durante o Dia D, e 116 doses foram aplicadas entre os dias 11 e 24 de julho. No total, 161 moradores buscaram as unidades de saúde para atualizar o esquema vacinal.
A SES reforça que a imunização continua disponível em todas as unidades de saúde e é a principal forma de prevenir surtos da doença, especialmente em áreas próximas à fronteira com países que já registraram casos.
Créditos informações: Comunicação SES
Foto capa: Agência Brasil
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