O que parecia apenas uma mudança de comportamento em uma estudante da rede municipal de Campo Grande revelou-se algo muito mais grave. Após dias de apatia e resistência para frequentar as aulas, os pais descobriram que a filha havia sido vítima de um episódio de racismo dentro do ambiente escolar.
A mãe da criança compartilhou o impacto emocional vivido pela família. “Foi um baque muito grande. A gente sempre ensinou o respeito, ela sempre conviveu com crianças de várias etnias, com autistas, com brancos, pretos, sempre entendeu suas origens. Quando aconteceu, o chão sumiu”, desabafou.
Segundo ela, a família cogitou mudanças, mas optou por permanecer na escola, onde a filha estuda desde o terceiro ano. “Ela tem laços com os amigos e com o ambiente. Não é mudando de escola que isso vai deixar de acontecer. Ela vai se fortalecer. Ela tem a cor que eu pedi a Deus, os olhos que pedi a Deus, o cabelo que pedi a Deus. E ela vai continuar seguindo com toda a personalidade e amor que tem em si”, afirmou a mãe.
O entrevistado do Agora 104, presidente do Conselho Municipal dos Direitos do Negro de Campo Grande, Felipe Augusto da Costa Souza, fala sobre o assunto:
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