Conhecida pela qualidade da rapadura, da farinha de mandioca e pelas belezas naturais de seus morros e cachoeiras, a comunidade quilombola Furnas do Dionísio realiza nos dias 16 e 17 de agosto o Festival da Rapadura -2025
Com uma programação repleta de atividades, o evento tem início no sábado (16), a partir das 8h, com a abertura da feira de produtos da comunidade. Às 9h acontece a cerimônia oficial de abertura, com a composição da mesa de autoridades, apresentações culturais, inauguração do mural dos presidentes e, em seguida, um almoço comunitário. À noite, o clima festivo continua com o show-baile, que traz ao palco o cantor sertanejo Felipe Santos, Gersão e Banda, além do grupo Pé de Cedro.
No domingo (17), a programação recomeça às 8h com a feira de produções locais, seguida de novas apresentações culturais, almoço e mais atrações musicais. Se apresentam a dupla Wilson e Alessandro, o grupo de samba Sarará Kriolo e, encerrando a festa com chave de ouro, o grupo Eco do Pantanal com um grande baile.
Localizada a cerca de 35 km da capital, a proximidade facilita o acesso para quem deseja curtir uma autêntica celebração da cultura regional.
A presidente da Associação da Comunidade Quilombola Furnas do Dionísio, Maria Aparecida Silva Martins, destaca a relevância do evento:
“O Festival da Rapadura tem papel fundamental na economia local e no fortalecimento do município. Pensado como instrumento de fomento à renda da comunidade quilombola de Furnas do Dionísio, o evento busca dar visibilidade à cultura, à tradição e ao modo de viver dos quilombolas. A cada edição, o festival cresce, conquista mais adeptos e se consolida como um marco na história de Jaraguari, um dos maiores eventos do município e motivo de orgulho para toda a comunidade.”
O Festival da Rapadura teve início em 2013, com a primeira edição realizada sob o nome Folclore Fest, em parceria com a Escola Zumbi.
“Com o passar do tempo, percebemos que essa denominação não representava verdadeiramente nossa essência. Assim nasceu o Festival da Rapadura, que em 2016 foi oficializado como patrimônio cultural por meio de uma lei proposta pelo saudoso deputado estadual Amarindo Cruz. Desde então, o evento se consolidou como uma celebração da cultura, da tradição e da vivência quilombola”, conclui Maria Aparecida.
Furnas do Dionísio é uma comunidade remanescente de quilombolas localizada a cerca de 45 km ao norte de Campo Grande (MS), ocupando uma área de 1.018,28 hectares. Atualmente, é habitada por cerca de 96 famílias que mantêm viva sua ancestralidade por meio da agricultura familiar, especialmente com a produção de rapadura, derivados de cana-de-açúcar, farinha de mandioca, hortaliças e legumes. A comunidade também apresenta grande potencial no extrativismo de produtos alimentícios nativos da região.


Deixe um comentário