Um pedaço do Japão floresce todos os anos em Campo Grande. A tradicional festa japonesa Bon Odori chegou à sua 39ª edição, reunindo centenas de pessoas em uma celebração que vai além da cultura: é um tributo aos antepassados e um elo entre gerações, reforçando os laços da comunidade nipônica com o Brasil.
Confira na reportagem com Leonardo Paraná:
A presidente da Associação Nipo-Brasileira de Campo Grande, Maria Leni Adania, destacou a importância do evento como forma de manter vivas as raízes culturais. “É uma festa que emociona, conecta e fortalece nossa identidade.”
Para o secretário da Setesc, Marcelo Miranda, o Bon Odori também tem papel fundamental na preservação da diversidade cultural sul-mato-grossense. “É uma celebração que inspira e ensina o respeito entre os povos.”
Quem visita o Bon Odori pela primeira vez se depara com um universo rico em sons, cores e sabores. Já para os frequentadores assíduos, como a arquiteta Camila Cacciatori, o encanto se renova a cada edição. “Venho há mais de dez anos e ainda me emociono. A cultura japonesa é linda, profunda e acolhedora.”
A psicóloga Michaela Yuri Kuroce ressalta que o evento também é um espaço de reencontro e pertencimento. “Aqui, a gente se reconhece, se encontra e compartilha tradições que atravessam o tempo.”
Ao som de músicas milenares, a dança do Bon Odori transforma-se em uma linguagem universal. Para a médica Elizabeth Tomiyoshi Asato, esse momento representa mais do que arte: “É uma forma de manter viva a memória dos nossos ancestrais.”
Entre aromas típicos, apresentações culturais e o calor humano, o Bon Odori mostra que celebrar a tradição não significa apenas olhar para o passado. É também reafirmar o presente e projetar um futuro de respeito, diversidade e convivência harmoniosa entre culturas.
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