Durante o Festival de Inverno de Bonito, um dos espaços culturais que tem chamado a atenção do público é a Casa da Memória Raída. Idealizada por mãe e filha, o local é um símbolo de resistência, preservação da memória e valorização das raízes pantaneiras e indígenas.
Fernanda, uma das responsáveis pelo espaço, conta que o nome “Raída” tem origem em uma história familiar comovente. “Raída quer dizer ‘boca pequena’. Minha avó nasceu de sete meses e não conseguia mamar. Então, minha bisa molhava algodão no leite para que ela conseguisse se alimentar e sobreviver. Por isso, Raída é um espaço que representa a vida, a força das mulheres, e a história ancestral que nos forma”, relata.
A Casa da Memória Raída está com visitação gratuita durante o festival, entre os dias 20 e 24, das 14h às 19h. Além da exposição permanente, o local oferece sessões de documentário que retratam as tradições da região. Uma das atrações especiais é a oficina de berrante, voltada exclusivamente para mulheres – um resgate e valorização do papel feminino nas práticas culturais pantaneiras.
“É um espaço que conecta o passado e o presente, contando a história do antigo Rincão Bonito e das comunidades que formam essa região”, explica Fernanda.
A programação da Casa da Memória segue até o final do festival, oferecendo ao público uma imersão na cultura local e nas histórias que construíram o Pantanal sul-mato-grossense.
De Bonito, Leonardo Paraná tem mais informações:
Foto: Rogério Medeiros
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