Giro do Esporte

Capoeira conquista novos públicos e fortalece laços culturais em Bonito

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Uma roda, o som contagiante do berimbau e a ginga que mistura luta, dança e acrobacias. A capoeira, expressão cultural afro-brasileira reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, vem ganhando cada vez mais espaço entre praticantes de todas as idades, inclusive entre o público 60+.

Em Bonito, cidade turística do Mato Grosso do Sul, o esporte tradicional tem se destacado não apenas como atividade física, mas como ferramenta de integração social e valorização cultural.

Confira a reportagem com Leonardo Paraná:

“É uma manifestação cultural de origem africana, símbolo de resistência”, explica o Mestre Liminha, um dos grandes nomes da capoeira na região. A prática surgiu durante o período da escravidão como uma forma de resistência e liberdade, disfarçada de dança para driblar a repressão.

Hoje, a capoeira é jogada em duplas dentro de uma roda, onde mestres e professores entoam cantos e tocam instrumentos como o berimbau e o atabaque. O ritmo conduz os movimentos: esquivas, chutes e rasteiras compõem a ginga, que exige atenção, agilidade e respeito ao parceiro.

Além do aspecto esportivo, a capoeira é uma expressão corporal fluida, que aproxima pessoas, estimula o convívio e resgata a ancestralidade. “Sim, a capoeira é um esporte, mas é também muito mais que isso — é uma manifestação cultural complexa que envolve corpo, música, história e identidade”, ressalta o professor Sandrão, capoeirista e um dos responsáveis por projetos sociais com foco na terceira idade.

Através da chamada capoterapia, a prática tem sido adaptada para atender pessoas com mais de 60 anos. Os movimentos são suaves, respeitando os limites do corpo, mas ainda assim promovem benefícios como resistência muscular, equilíbrio e bem-estar.

“A capoeira é democrática. Pode ser praticada por crianças a partir dos dois anos até a idade que o corpo permitir”, reforça o professor.

Na cidade de Bonito, a tradição segue viva, não apenas nos ritmos e movimentos, mas nos olhares atentos e sorrisos de quem encontra na roda de capoeira um espaço de acolhimento, aprendizado e celebração da cultura brasileira.

Foto: Rogério Medeiros

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