O Brasil perdeu na semana passada, sexta-feira (30), um de seus maiores nomes da literatura contemporânea. Faleceu aos 88 anos, vítima de complicações decorrentes de uma pneumonia, o escritor, cronista, jornalista e humorista Luis Fernando Verissimo.
Autor de frases memoráveis e de uma escrita irônica, sensível e profundamente brasileira, Verissimo deixa um legado literário que atravessa gerações e emociona leitores de todas as idades. Sua morte foi confirmada pela família na manhã de hoje.
Filho do também renomado escritor Érico Veríssimo, Luis Fernando consolidou seu próprio espaço na cultura nacional com um estilo inconfundível. Com mais de 60 livros publicados, ele foi lido por milhões de brasileiros — e amado por seu olhar crítico, porém leve, sobre o cotidiano, a política e as contradições humanas.
Entre suas crônicas mais célebres, muitas foram marcadas pelo humor refinado e por frases que se tornaram eternas. Algumas delas seguem vivas na memória do público:
“O mundo não é ruim, só está mal frequentado.”
“Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.”
“Eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, completamente livre, é a que não tem medo do ridículo.”
A homenagem ao autor também foi tema do quadro “Na Ponta da Língua”, do programa Agora 104, da FM Educativa MS, com o professor Wagner Abdul. A edição especial relembrou momentos marcantes da carreira de Verissimo e refletiu sobre o impacto de sua obra na formação do pensamento crítico e literário no Brasil.
Confira no Agora 104:
Talvez por ironia do destino — ou não — seu sobrenome dizia muito sobre sua escrita: “Veríssimo”, o mais verdadeiro. E foi assim que ele se tornou um dos cronistas mais autênticos da literatura brasileira.
Além da escrita, Luis Fernando também foi cartunista, roteirista e músico amador. Em vida, manteve uma relação peculiar com a morte:
“Minha relação com a morte é esquecer que ela existe. E espero que ela faça o mesmo comigo.”
Mas, para seus leitores, Verissimo permanecerá vivo em cada página escrita — e em cada sorriso provocado por suas palavra.
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