Nesta época do ano, a capital sul-mato-grossense ganha tons vibrantes e delicados graças à floração dos ipês, árvore símbolo do Cerrado brasileiro. Presentes em canteiros, calçadas e avenidas da cidade, essas árvores transformam a paisagem urbana em verdadeiras telas vivas.
O ipê pode alcançar até 30 metros de altura em sua fase adulta e se destaca pela beleza de suas flores, que surgem geralmente entre o fim de maio e o início da primavera. A floração ocorre quando os dias se tornam mais curtos e a umidade do ar diminui, fenômenos típicos do inverno na região. Algumas espécies florescem por apenas cinco a sete dias, o que torna o espetáculo ainda mais especial e passageiro.
Confira a reportagem com Leonardo Paraná:
De acordo com o botânico Flávio M. Alves, o clima tem papel determinante no ciclo reprodutivo dos ipês. “As variações de temperatura e umidade são gatilhos naturais para o início da floração”, explica.
A palavra “ipê” tem origem no tupi e significa “árvore cascuda”, uma referência à textura do tronco da planta. Essa tradução ajuda a reforçar a identidade da árvore com o bioma Cerrado, onde é amplamente encontrada.
Neste inverno, um detalhe curioso chamou a atenção de moradores e especialistas: a floração de ipês com um tom de rosa mais pálido do que o habitual. Segundo o botânico, trata-se de uma espécie originária de El Salvador, introduzida na arborização urbana da cidade. “É uma variedade exótica que se adaptou muito bem ao nosso clima e vem enriquecendo ainda mais a diversidade paisagística de Campo Grande”, afirma Alves.
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