O Brasil consolidou-se como um dos principais exportadores de frutas do mundo. Apenas no último ano, o país embarcou mais de 1 milhão de toneladas, com um faturamento que superou R$ 6,5 bilhões. As mangas lideram as exportações, seguidas por limas e limões, melão, melancia e mamão. Em Mato Grosso do Sul, o setor também avança e passa a ser visto como uma alternativa viável, especialmente para os pequenos produtores.
Para entender o cenário da fruticultura no Estado, a equipe do programa Agroeducativa conversou com Carla Nadai, coordenadora do setor na Secretaria de Produção de Mato Grosso do Sul. Ela destacou o potencial da fruticultura regional e as iniciativas do governo estadual para fomentar o setor.
“A fruticultura é uma alternativa muito importante, principalmente para o pequeno produtor. Estamos desenvolvendo um programa específico para fomentar a fruticultura, que será lançado em breve: o Profruta”, revelou Carla Nadai.
Confira a reportagem:
Segundo a coordenadora, apesar de a citricultura ser frequentemente associada à fruticultura, no Mato Grosso do Sul essas áreas seguem caminhos distintos devido às exigências sanitárias e logísticas específicas da laranja.
Entre as frutas com maior potencial de cultivo no estado, Carla destacou o maracujá, que apresenta bom valor de mercado e se adapta bem às condições climáticas locais. A melancia, que já teve destaque na região sul do Estado, também é alvo de ações para retomar sua força produtiva. Outras frutas com potencial em expansão incluem uva, morango, abacaxi e mamão.
Citricultura: atenção redobrada com o greening
A expansão da citricultura no Mato Grosso do Sul é acompanhada com cautela, especialmente devido ao risco do greening, uma doença que afeta severamente os pomares de laranja. Para enfrentar esse desafio, o governo estadual firmou uma parceria com a Fundecitrus (Fundação de Defesa da Citricultura), instituição de referência internacional no setor.
“Firmamos um acordo de cooperação técnica com a Fundecitrus, que já atua no Estado com um engenheiro agrônomo e dois técnicos, apoiando diretamente os citricultores locais e capacitando novos profissionais”, explicou Carla Nadai.
De acordo com o engenheiro agrônomo da Fundecitrus, Murilo Souza, é essencial que os produtores adotem medidas preventivas para evitar a disseminação do greening, que pode causar prejuízos significativos, como já ocorre em São Paulo e Minas Gerais.
“O greening pode reduzir em até 25 milhões de caixas a safra 2024/2025. Por isso, é fundamental o monitoramento do inseto vetor, eliminação de plantas doentes e uso exclusivo de mudas certificadas”, alertou.
A Fundecitrus também colabora com a capacitação de técnicos da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), que prestam assistência técnica no campo.
Serviço ao produtor
Produtores interessados em investir na fruticultura ou na citricultura podem entrar em contato com a coordenação do setor no governo estadual pelo telefone (67) 3314-5014. Mais informações técnicas sobre o cultivo de laranjas estão disponíveis no site da Fundecitrus: www.fundecitrus.com.br.
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