Nesta quarta-feira (24), na coluna Saúde e Bem-Estar, do programa Agora 104 na FM Educativa de MS, trouxe mais dicas de saúde e bem-estar com o Dr. Marcos Blini. Falou sobre um tema essencial e que muitas vezes passa despercebido, para quem busca envelhecer com mais autonomia, qualidade de vida e saúde: a força muscular.
Pesquisas recentes vêm mostrando que manter os músculos ativos, especialmente nas pernas, não é apenas uma questão de mobilidade. É também uma questão de prevenção de doenças crônicas, incluindo uma das mais temidas na terceira idade: a demência.
Confira:
A ciência tem apontado alguns sinais físicos como verdadeiros indicadores de alerta no envelhecimento. Entre eles estão:
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A velocidade da marcha (ou seja, o quão rápido uma pessoa caminha);
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A força do aperto de mão (que pode refletir a saúde geral dos músculos);
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E a perda de massa muscular, conhecida como sarcopenia, que afeta entre 10% e 16% dos idosos em todo o mundo.
Essa condição, a sarcopenia, vai muito além da perda de força: ela está ligada a quedas, fraturas, internações e até à redução das funções cognitivas. Sim, o músculo conversa com o cérebro. E músculos fracos podem significar também um cérebro mais vulnerável.
Por isso, cuidar dos músculos é, na verdade, cuidar da mente, da memória e da independência. E a boa notícia? Pequenas mudanças de hábito podem fazer uma grande diferença, mesmo depois dos 60.
Aqui vão algumas dicas simples, mas poderosas:
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Pratique atividades físicas regulares, com foco em exercícios de força e resistência;
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Caminhe diariamente, mesmo trajetos curtos já ajudam;
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Tenha uma alimentação rica em proteínas e nutrientes que favoreçam a massa muscular;
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E, claro, mantenha acompanhamento médico regular para monitorar a saúde geral.
A longevidade é uma conquista da medicina e da sociedade, mas o envelhecimento com autonomia é uma escolha que começa agora. Fortalecer o corpo é também uma forma de fortalecer o futuro.
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