A segunda edição do Festival Paralímpico movimentou Dourados neste fim de semana, reunindo 273 alunos com e sem deficiência de 15 instituições de ensino e atendimento especializado. O evento, realizado no Ginásio da Unigran, é parte de uma iniciativa nacional do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que busca promover a inclusão social por meio do incentivo à prática de esportes adaptados.
Participaram estudantes de seis municípios de Mato Grosso do Sul, entre eles Dourados, Caarapó e Itaporã, que chegaram em caravanas animadas, prontas para experimentar modalidades como paratletismo, bocha adaptada, vôlei sentado e basquete sobre rodas.
Confira a reportagem:
Um dos destaques foi Wellington Kauã Silva Oliveira, aluno do projeto Dourados Olímpico, que há três anos pratica o paratletismo, mas mostrou talento também no basquete adaptado. “É muito bom poder jogar com todo mundo. Aqui ninguém fica de fora”, comentou o estudante.
A professora Rosiemary Coutinho Ximenes, da APAE de Caarapó, destacou a importância da atividade: “Esses momentos reforçam a autoestima e a integração dos nossos alunos. Eles se sentem parte de algo maior”. Já Natan Lucas Souza Lopes, também da APAE de Caarapó, e Mikael José Nunes de Lima, da APAE Dourados, aproveitaram a oportunidade para praticar novas modalidades e interagir com colegas de outras cidades.
A iniciativa foi realizada simultaneamente em 124 cidades brasileiras, alcançando cerca de 20 mil crianças e jovens em todo o país. Em Dourados, a coordenação local ficou a cargo da professora Mariza Araújo, que ressaltou o caráter inclusivo e lúdico do Festival. “Aqui todos têm a chance de participar, experimentar e se divertir, independentemente de suas limitações”, afirmou.
O professor Elvis Bolsolani de Oliveira, da APAE de Dourados, reforçou que eventos como esse são fundamentais para fortalecer o esporte como ferramenta de inclusão e transformação social.
A coordenadora regional do evento, Fabiane Dorta, avaliou a edição como um sucesso. “Ver a alegria e o envolvimento de cada criança é o maior indicativo de que estamos no caminho certo”, concluiu.
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