Nesta segunda-feira (6), os jornalistas Fábio Madeira e Glaura Villalba receberam, no programa “Agora 104”, da 104 FM Educativa MS, o colunista do quadro Ponto de Equilíbrio, Artur Falcete. Ele falou sobre os recentes ataques de animais ferozes que vêm ocorrendo em Mato Grosso do Sul.
Confira:
Durante o programa, respondeu a questionamentos como:
A nossa ideia de “coexistência pacífica” precisa ser revista?
A verdade é que conviver não significa viver sem conflitos. Como diz a WWF (Fundo Mundial para a Natureza), “conflito não é o oposto de coexistência” — ele faz parte dela.
O desafio é manter o equilíbrio, mesmo diante do medo e da comoção que casos assim provocam. E aí entra uma questão delicada: a “crise moral” que se instala quando um ataque desse tipo acontece.
Pressionadas pela gravidade do caso, as pessoas podem se ver diante de um dilema: priorizar a vida humana ou proteger a fauna?
1) Artur, um estudo publicado na revista Nature mostra que comunidades rurais em países em desenvolvimento arcam com perdas muito maiores — de gado e até riscos à vida — por conta de predadores selvagens.
Quem está mais vulnerável, de fato, acaba sofrendo o ônus dessa desigualdade que é estrutural.
Na sua visão, como podemos reduzir o risco de ataques sem eliminar os felinos?
2) Nesse caso, ainda não localizaram a onça. Mas no episódio envolvendo o Jorginho — o caseiro que foi morto por uma onça em abril deste ano, em Aquidauana — houve não apenas comoção, mas também acolhimento do animal, que, após passar por tratamento e reabilitação, foi levado para um santuário de felinos.
Podemos interpretar isso como um sinal de amadurecimento coletivo?
3) Você vê esse novo ataque como um sintoma do desequilíbrio ambiental — um “alerta” da natureza de que algo não está bem?
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