“É muito bom fazer capoeira!” é assim, com um sorriso no rosto e os olhos brilhando, que Sara Cristina Ferreira resume o que sente toda vez que entra na roda. Para ela, como para muitas outras crianças, a capoeira é muito mais do que uma atividade física: é brincadeira, aprendizado e um caminho para um futuro melhor.
Com o Dia das Crianças se aproximando, o projeto social que atende meninos e meninas do bairro, mostra como a tradição brasileira pode ser uma ponte entre a infância e a cidadania. Por meio da capoeira, crianças aprendem valores como respeito, cooperação e disciplina, tudo isso num ambiente seguro, divertido e cheio de música.
No som do berimbau, do pandeiro e do atabaque, nasce um espaço de acolhimento e transformação. É ali, entre palmas e cantos, que os pequenos capoeiristas desenvolvem coordenação motora, equilíbrio, autoconfiança e laços de amizade.
Confira na reportagem com Lu Pedrussi:
Entre os alunos está Leo Henrique, de apenas 8 anos, que surpreende a todos com um mortal de encher os olhos. “Leo, como você aprendeu a fazer esse mortal impressionante?”
Ele responde com empolgação e logo mostra o movimento com precisão e alegria, arrancando aplausos dos colegas e dos professores.
A prática da capoeira vai além do gingado e dos chutes. Envolve uma rica mistura de luta, dança, música e cultura popular. Cada roda é um encontro de histórias, ritmos e saberes que celebram a identidade brasileira e a força da comunidade.
Mais do que uma atividade física, a capoeira é uma forma de resistência e expressão cultural. É nesse gingado de “Paraná ê, Paraná” que se constrói um Dia das Crianças diferente: cheio de ritmo, energia e esperança.
Neste 12 de outubro, a comemoração ganha um novo sentido. Na roda de capoeira, a infância é celebrada com corpo, mente e coração. Porque aqui, aprendemos brincando e brincando, transformamos o mundo.
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