Os recentes casos de bebidas alcoólicas adulteradas levaram o Governo do Estado a intensificar ações de fiscalização e apreensão de produtos irregulares. Além disso, profissionais da saúde estão sendo capacitados para atender possíveis casos de intoxicação. Até o momento, quatro casos seguem sob investigação: em Campo Grande, Ladário, Rio Brilhante e Caarapó.
Apesar da preocupação com o uso de metanol, substância altamente tóxica e proibida em bebidas, o alerta da coluna “Saúde e Bem-Estar” vai além dessa ameaça imediata, com o médico Marcos Blini, no programa “Agora104” da FM Educativa MS. O episódio reacendeu uma discussão fundamental sobre os riscos do consumo regular de álcool, mesmo aquele legalizado e socialmente aceito.
Confira:
Segundo especialistas, o consumo de bebidas alcoólicas entre os jovens tem se iniciado cada vez mais cedo. E não se restringe apenas à cerveja ou vinho: bebidas destiladas misturadas com energéticos têm ganhado espaço nas baladas e festas.
“Há um mito que precisa ser desconstruído: o famoso ‘bebo socialmente’. O álcool é uma droga lícita, com alto potencial de dependência e efeitos cumulativos no organismo, especialmente quando o hábito começa na juventude”, alerta o médico Marcos Blini, colunista da editoria de Saúde.
Um caso recente reforça esse alerta. O exame toxicológico realizado no sangue de Matheus Santana Falcão, de 21 anos , que morreu no dia 3 deste mês, inicialmente sob suspeita de ter ingerido bebida contaminada com metanol, revelou um nível de álcool quatro vezes acima do limite máximo permitido para dirigir no Brasil. A concentração foi suficiente para provocar sua morte.
Outro caso, registrado em Sidrolândia, também foi descartado pela Secretaria Estadual de Saúde como intoxicação por metanol.
O Estado segue atento às investigações, mas o debate mais amplo sobre os danos silenciosos do álcool, mesmo em sua forma legalizada, permanece em pauta. A prevenção e a conscientização, especialmente entre os jovens, são fundamentais para evitar tragédias evitáveis.
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