Uma das formas mais eficazes de combater o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes é por meio da informação. Com o objetivo de romper o silêncio que muitas vezes protege os agressores, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) lançou uma cartilha especial voltada diretamente ao público infantil.
O material foi desenvolvido para ajudar crianças a entenderem, de forma didática e acessível, o que é o abuso sexual, como reconhecê-lo e, principalmente, como buscar ajuda e denunciar de maneira segura. A cartilha reforça a importância do diálogo, da confiança e da proteção oferecida por familiares, educadores e órgãos especializados.
O repórter Leonardo Paraná esteve na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), localizada na Rua 25 de Dezembro, nº 474, próximo ao Fórum, onde conversou com a delegada titular Dra. Anne Karine Sanches Trevizan Duarte. Segundo ela, iniciativas como essa são fundamentais para empoderar crianças e adolescentes, oferecendo a eles ferramentas para reconhecer situações de risco e saber a quem recorrer.
Confira:
A cartilha será distribuída em escolas, centros comunitários, postos de saúde e instituições de acolhimento. Também estará disponível em versão digital no site da Sejusp.
Acesse: CARTILHA
Além da cartilha, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul também lançou o e-book “Ameaças Digitais”, voltado aos pais e responsáveis. O material orienta sobre os perigos da internet e como proteger os filhos de crimes virtuais, como aliciamento e pornografia infantil.
A DEPCA é certificada internacionalmente e faz parte de uma coalizão global de forças policiais que combate crimes cibernéticos relacionados ao abuso sexual infantil. Entre os parceiros está o FBI (Federal Bureau of Investigation), dos Estados Unidos, o que reforça a seriedade e o alcance da atuação da delegacia sul-mato-grossense.
Com essas ações, a Polícia Civil busca não só reprimir os crimes, mas também fortalecer a prevenção, dando às crianças e famílias ferramentas reais para romper o silêncio e buscar ajuda.
Denúncias de abuso podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100 ou diretamente na DEPCA. O combate à violência sexual começa com a informação e, sobretudo, com a escuta atenta.
Deixe um comentário