O centro de Campo Grande enfrenta, nos últimos anos, um cenário de crescente esvaziamento, com prédios comerciais e residenciais desocupados, alguns até abandonados, e lojas fechadas, resultando em um movimento cada vez mais reduzido.
Nesta quarta-feira (29), durante o programa Agora 104, da 104 FM Educativa MS, os jornalistas Fábio Madeira e Glaura Villalba levantaram uma questão sobre o futuro do comércio na região: o que poderia ser feito para fortalecer o setor e retomar o desenvolvimento do centro?
De acordo com Paulo Matos, diretor da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, os imóveis abandonados prejudicam o crescimento da região e contribuem para o aumento da criminalidade. “É preciso encontrar soluções que devolvam vida ao centro da cidade”, afirma.
Entre 2017 e 2022, foram realizadas obras de revitalização com o objetivo de dar novos rumos ao comércio local. No entanto, segundo Adelaido Vila, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), o processo acabou deixando sequelas e, na opinião dele, agravou a situação. Vila defende a migração de serviços públicos para a região, acompanhada de apoio à instalação desses órgãos, medida que, segundo ele, poderia atrair consumidores de volta ao centro.
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Além disso, empresários e lojistas apresentam propostas como a ocupação de espaços vazios, incentivos para novos empreendimentos e a promoção de eventos culturais e comerciais que tragam mais movimento e segurança para a área. Uma das ideias é a criação de um “shopping a céu aberto”, como explica o empresário Ulysses Serra.
Com essas iniciativas, os empresários esperam resgatar o centro de Campo Grande como um ponto de referência para negócios, lazer e cultura, tornando a região atrativa para moradores, trabalhadores e turistas.
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