Uma nova lista anual elaborada pela seguradora de viagens Berkshire Hathaway Travel Protection (BHTP) aponta os países mais seguros para turistas em 2026. A pesquisa considera experiência de mais de 1.800 viajantes americanos, dados do Institute for Economics & Peace (GPI), informações da plataforma colaborativa Numbeo e o sistema de mapas de segurança GeoSure Global.
No topo da lista aparece a Holanda, seguida pela Austrália e pela Áustria. Os critérios que levaram esses países ao pódio incluem baixos índices de criminalidade, ampla rede de saúde, transporte eficiente e acolhimento de turistas de diferentes origens.
O que a pesquisa mostra
A pesquisa indica que 10 dos 15 países mais seguros para viagens em 2026 estão na Europa, dois na Oceania, um na Ásia, um na América do Norte e um no Oriente Médio. Nenhum país da América do Sul aparece entre os dez primeiros.
Além de criminalidade baixa, a percepção de segurança também levou em conta elementos como segurança para mulheres, viajantes LGBTQIA+, conforto com transporte público, atendimento médico e sensação geral de bem-estar. No caso da Holanda, por exemplo, os entrevistados destacaram a cidade de Haia e a de Eindhoven como muito bem avaliadas nesses quesitos. Porém, a análise também alertou para um risco inesperado: o grande volume de bicicletas nas cidades holandesas requer atenção extra de turistas que atravessam vias.

Destinos seguros de olho
Entre os 15 destinos mais seguros para 2026 estão: Holanda, Austrália, Áustria, Islândia, Canadá, Nova Zelândia, Emirados Árabes Unidos, Suíça, Japão, Irlanda, Bélgica, Portugal, França, Reino Unido e Dinamarca.
E o Brasil?
O Brasil continua fora da lista dos países mais seguros para viajar em 2026 principalmente por causa da violência urbana persistente e da instabilidade em áreas de grande fluxo turístico, segundo relatórios recentes do Global Peace Index e dados de organizações internacionais de turismo.
Entre os fatores que mais pesam estão:
- Altos índices de homicídios e furtos em áreas metropolitanas, especialmente no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Salvador.
- Falta de sensação de segurança entre moradores e visitantes, alimentada por confrontos armados entre facções e forças policiais.
- Desigualdade social e ausência de políticas eficazes de prevenção à violência, que agravam o cenário em regiões densamente povoadas.
Nos últimos meses, episódios no Rio de Janeiro chamaram a atenção mundial. Em outubro, operações policiais em comunidades da zona norte deixaram dezenas de mortos e interromperam o funcionamento de linhas de trem e metrô. Em setembro, turistas ficaram presos em hotéis da Barra da Tijuca durante tiroteios entre quadrilhas rivais. Esses episódios, amplamente divulgados por veículos internacionais como BBC, El País e Reuters, reforçam a imagem de insegurança.
Em São Paulo, a escalada da violência também preocupa. Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram aumento de roubos a pedestres e de furtos de celulares e veículos na capital. Em áreas turísticas, como a Avenida Paulista e o centro histórico, o policiamento é reforçado, mas ainda insuficiente para conter a percepção de risco.
Apesar dos problemas, especialistas reconhecem avanços pontuais. Cidades como Florianópolis e Curitiba têm índices de segurança melhores e figuram entre os destinos internos mais seguros. Mesmo assim, o país como um todo ainda apresenta níveis de criminalidade muito acima da média global, o que o afasta dos rankings internacionais de turismo seguro.
Foto gerada por I.A
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