O papel da Amazônia na regulação do clima do planeta é o principal tema discutido nesta terça-feira (11) na COP30, conferência internacional do clima que ocorre em Belém do Pará. Pesquisadores destacam a importância dos chamados “rios voadores” — correntes de vapor d’água que saem da floresta e levam chuva para diversas regiões do Brasil e da América do Sul, inclusive o Pantanal.
Confira a reportagem com Lu Pedrussi:
Segundo especialistas, o desmatamento na Amazônia ameaça esse ciclo natural, podendo provocar secas severas e desequilíbrios climáticos em várias partes do continente.
Além das questões ambientais, a conferência também aborda bioeconomia, justiça climática e investimentos verdes, buscando formas de conciliar a preservação da natureza com geração de emprego e renda para as populações locais.
A escolha de Belém para sediar a COP30 tem um significado simbólico para o governo federal: colocar os biomas brasileiros no centro das discussões globais sobre as mudanças climáticas e dar voz às comunidades que vivem nessas regiões.
O evento deve culminar na Carta COP30, documento que orientará ações concretas de combate à crise climática. Entre os exemplos apresentados, o Mato Grosso do Sul se destaca por investir em práticas sustentáveis, como recuperação de áreas degradadas, educação ambiental e programas que unem desenvolvimento e preservação — demonstrando que o compromisso com o clima deve envolver todos os biomas do país.
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