A participação do governador Eduardo Riedel na COP-30 chegou ao fim, mas Mato Grosso do Sul deixou em Belém uma mensagem central: é possível crescer preservando. O Estado apresentou resultados concretos de sustentabilidade e se consolidou como um “laboratório de políticas ambientais no Brasil”, tendo o programa MS Carbono Neutro 2030 como eixo estruturante.
Com uma visão integrada de desenvolvimento, a gestão sul-mato-grossense exibiu à comunidade internacional o que classificou como um modelo robusto de ações climáticas. Durante visita à Agrizone da Embrapa, Riedel destacou o papel da pesquisa científica para acelerar a recuperação de áreas degradadas, parabenizou a instituição e reforçou que ciência e inovação são pilares da agenda ambiental.
O governador defendeu ainda a transformação do meio ambiente em ativo econômico, por meio da monetização da preservação e da destinação de recursos para quem protege o território. Segundo ele, esse é o caminho para ampliar resultados e gerar inclusão nas comunidades.
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Na COP-30, Riedel afirmou que o Brasil é uma potência agroambiental e reiterou a necessidade de um licenciamento moderno, capaz de assegurar a proteção dos biomas e dos recursos hídricos sem travar o desenvolvimento. Ele também cobrou maior protagonismo dos Estados na transição climática e regras claras para respostas ágeis das instituições.
Potencial e transição energética
Com 4,7 milhões de hectares de pastagens passíveis de recuperação, Mato Grosso do Sul detém um dos maiores potenciais do país para converter áreas degradadas em sistemas produtivos de baixo carbono. A transição energética avança no Estado com a instalação de 22 usinas de bioenergia e a consolidação de MS como o segundo maior produtor de etanol de milho do Brasil.
Mercado de carbono estadual
Outro destaque levado à COP foi a construção do mercado de carbono estadual, que terá seu chamamento público lançado em janeiro. A iniciativa deve atrair investidores nacionais e estrangeiros, garantindo recursos diretos para produtores rurais, comunidades tradicionais, municípios e projetos de recomposição ambiental.
O mecanismo se alinha às tendências globais de precificação de carbono e promete ampliar a competitividade econômica do Estado, reforçando seu papel de referência em políticas climáticas.
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