Em continuidade à série Carbono Neutro, produzida pela TV Educativa MS, o quarto episódio explica o conceito de crédito de carbono e seu funcionamento no mercado
O crédito de carbono surge a partir de projetos ambientais que promovem a redução ou a compensação de emissões de gases de efeito estufa. Segundo especialistas, o processo começa com a escolha da metodologia adequada para o projeto, que é elaborado com base em levantamentos de campo. Em seguida, uma certificadora é acionada para atestar que a iniciativa gera créditos de carbono efetivos. Somente após essa validação é que os créditos são emitidos oficialmente.
Confira a reportagem:
O comércio desses créditos funciona como um “direito de poluir”. Empresas que emitem carbono podem comprar créditos de quem preserva o meio ambiente, equilibrando sua pegada de carbono. “Quem preserva gera créditos e tem o direito de receber por isso. A indústria compra esses créditos e compensa suas emissões”, explica um especialista.
A escolha do carbono como referência se dá pela necessidade de padronização. Cada gás de efeito estufa possui um potencial diferente de impacto, mas todos são convertidos para equivalentes de carbono, simplificando o cálculo e a negociação dos créditos.
A certificação e a avaliação dos projetos seguem metodologias específicas, como energia renovável ou desmatamento evitado. “Funciona como um checklist que pontua o projeto e determina a quantidade de créditos que ele pode gerar. Depois de aprovado, o projeto é auditado periodicamente, e os créditos são emitidos anualmente”, detalha o especialista.
No mercado, o valor dos créditos varia conforme oferta e demanda. Eles podem ser comprados tanto para compensação de emissões quanto como investimento. Além do benefício econômico, a ferramenta incentiva empresas a reduzir suas emissões, tornando-se aliada da preservação ambiental.
O Mato Grosso do Sul se destaca nesse cenário. O estado tem avançado na implementação de pagamentos por serviços ambientais, como a negociação de títulos de reservas florestais. “O Mato Grosso do Sul está entre os estados mais avançados no crédito de carbono, mostrando preocupação real com o meio ambiente”, afirma o especialista.
O episódio reforça que o crédito de carbono é mais que uma transação financeira: é um mecanismo estratégico para unir desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
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