Não são apenas os olhos do mundo que estão voltados para o Brasil durante a COP30; os ouvidos também
Em participação no programa Agora 104, da FM Educativa MS, a colunista e especialista em comunicação organizacional Luzimar Collares destacou a importância da boa comunicação durante a COP30, que acontece em Belém, não são apenas os olhos do mundo que se voltam para o Brasil: os ouvidos também. Afinal, o sucesso da conferência depende de diálogo e escuta, pilares para a construção de acordos concretos sobre o futuro do planeta.
OUÇA:
Afinal, para que tenhamos algo concreto após esses dias de conferência, é preciso muita escuta e muito diálogo. Quando o mundo se reúne para discutir o futuro do planeta, tão importante quanto analisar relatórios científicos, ferramentas tecnológicas e metas climáticas é utilizar as estratégias de comunicação mais adequadas. É a comunicação que conecta países, culturas, interesses e ideologias diferentes.
É por meio da comunicação que se constroem pontes em meio a divergências e se encontram caminhos para o consenso. Em um evento desse porte, como a COP30 em Belém, com líderes mundiais, cientistas, empresários e representantes da sociedade civil, comunicar bem significa saber negociar, ouvir, traduzir e conciliar. Cada palavra, cada gesto e cada discurso pode aproximar ou afastar posições.
Por isso, estratégias de diálogo são fundamentais. É preciso compreender que, apesar dos conflitos de interesse — econômicos, políticos e sociais — existe um propósito maior que une a todos: conter os efeitos das mudanças climáticas e garantir a sobrevivência das próximas gerações.
A arte de aparar arestas passa por reconhecer o valor do outro, respeitar o tempo de escuta e buscar pontos de convergência. Sem comunicação eficaz, nenhum acordo é possível. Na COP30, o mundo precisa, mais uma vez, não apenas falar, mas também ouvir.
Ouvir para que surjam soluções realmente sustentáveis. Comunicação é ponte. E o futuro do planeta depende de quantas pontes formos capazes de construir.
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