A COP30, realizada em Belém do Pará, entra na última semana com destaque para discussões sobre agricultura, segurança alimentar e equidade de gênero. O Brasil apresentou a iniciativa RAIZ, voltada à recuperação de áreas degradadas e ao fortalecimento de práticas agrícolas resilientes, além de lançar um protocolo para ampliar a liderança de mulheres e meninas em ações climáticas, alinhado aos objetivos da ODS 5.
Confira a reportagem:
O tema da segurança alimentar ganhou centralidade, com especialistas e delegações debatendo caminhos para tornar a produção de alimentos mais sustentável sem pressionar o desmatamento.
Paralelamente, um dos embates mais intensos envolve o futuro dos combustíveis fósseis. Mais de 80 países defendem que o acordo final aponte claramente para a eliminação desses combustíveis, enquanto o financiamento climático continua sendo o principal ponto de divergência entre nações ricas e países em desenvolvimento. As negociações incluem propostas para garantir maior previsibilidade e transparência no repasse de recursos prometidos pelos países desenvolvidos.
Estudos divulgados durante a conferência indicam que o cumprimento das metas de energia renovável, eficiência energética e redução de metano pode evitar o aumento de quase 1 °C na temperatura global. Outro tema em ascensão é o impacto da inteligência artificial no clima, discutido sob a ótica de seu potencial e dos custos ambientais associados.
Com a aproximação do encerramento, cresce a pressão de delegações e organizações por textos mais claros e compromissos concretos, capazes de transformar as discussões da COP30 em ações efetivas.
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