Da Redação

Rio Verde quer ser “do Pantanal”: cidade discute mudança de nome para fortalecer identidade regional

Compartilhar
Compartilhar

Município turístico inicia processo legal para alterar nome oficial; plebiscito definirá decisão da população

Rio Verde de Mato Grosso, um dos destinos turísticos mais procurados do Mato Grosso do Sul, está em processo de mudança de nome. Localizada a 194 km de Campo Grande, a cidade quer passar a se chamar oficialmente Rio Verde do Pantanal, em uma tentativa de reforçar sua identidade regional e valorizar o bioma onde está inserida.

A ideia surgiu a partir de debates locais e foi formalizada pela Câmara Municipal, que aprovou o encaminhamento da proposta à Assembleia Legislativa do Estado. O próximo passo será a realização de um plebiscito, conduzido pela Justiça Eleitoral, no qual os moradores decidirão se a mudança será efetivada.

O nome atual remonta a 1953, quando ainda fazia parte do estado unificado de Mato Grosso. Com a divisão territorial em 1977, que criou o Mato Grosso do Sul, o nome “Rio Verde de Mato Grosso” passou a gerar confusão geográfica e até mesmo associação equivocada com outros municípios, como Rio Verde (GO).

O administrador de empresas João Marcos da Costa Olartechea, morador da cidade e entrevistado pela Educativa.MS, é um dos defensores da mudança. “Tenho prazer em andar pelas trilhas e nadar no rio pelo menos uma vez por semana. Essa natureza é extraordinária. Acredito que a mudança vai dar mais personalidade ao nome”, afirmou.

Segundo ele, além do apego pessoal ao local, a confusão gerada com outros municípios sempre foi um problema. “Se colocamos ‘Mato Grosso’, pensam que é outro estado. Se não colocamos, confundem com a cidade de Goiás. Já vi isso acontecer mais de uma vez”, relatou. “’Pantanal’ tem uma identidade muito forte. É um nome que carrega imagem e sentimento, e ninguém está usando ainda. É justo que a cidade abrace isso.”

Com pouco mais de 19 mil habitantes, Rio Verde é conhecida pela beleza natural e diversidade geográfica, que mistura cerrado, serra e áreas alagadas do Pantanal. O município oferece trilhas ecológicas, rios de águas cristalinas, cachoeiras, sítios arqueológicos e atrativos voltados ao turismo rural, de aventura e de contemplação.

A cultura local também se expressa no artesanato. A cidade abriga indústrias cerâmicas e ateliês de argila, com produção de tijolos, telhas e peças decorativas inspiradas no estilo pantaneiro.

Documentação não será problema

Uma das principais preocupações da população era quanto à mudança nos documentos oficiais. Em vídeo divulgado nas redes sociais do prefeito Réus Fornari, o substituto do Cartório do 1º Ofício, Ailson Júnior, esclareceu que a alteração será automática e sem custos para os cidadãos. “RG, CPF, CNH e escrituras continuam válidos e serão atualizados naturalmente conforme forem renovados”, garantiu.

Agora, resta à população decidir se a cidade que nasceu às margens de um rio verde passará a estampar, em seu nome, a força e o orgulho do Pantanal.

Compartilhar

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos Relacionados
Da Redação

O poder das brincadeiras antigas: Conexão, memória e afeto

As brincadeiras antigas e o poder de reconectar famílias Em um mundo...

Da Redação

Campo Grande vive semana histórica de fé com a canonização de Carlo Acutis

Nesta segunda-feira (1) começa a programação de fé com a Semana da...

Da Redação

Brasil cresce, mas envelhece e desacelera o ritmo populacional

O Brasil atingiu, em 2025, cerca de 213 milhões de habitantes, segundo...