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Campo Grande registra terceira deflação seguida: IPCA recua 0,28% em agosto

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Puxado pelas quedas nos grupos de Habitação, Alimentação e Transportes, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em Campo Grande apresentou deflação de -0,28% no mês de agosto de 2025. Essa é a terceira queda consecutiva no indicador, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado é 0,09 ponto percentual menor que o registrado em julho (-0,19%). No acumulado do ano, a inflação na capital sul-mato-grossense soma alta de 2,26%, enquanto nos últimos 12 meses o índice chegou a 4,68%, abaixo dos 5,01% observados no período anterior.

No cenário nacional, o IPCA também teve deflação em agosto (-0,11%), sendo o primeiro resultado negativo desde agosto de 2024 e o mais intenso desde setembro de 2022.

O Técnico do IBGE, Felipe Senna concedeu entrevista à FM 104 Educativa de MS. OUÇA:

Principais quedas vieram da Habitação, Alimentação e Transportes

Segundo o IBGE, os três grupos de maior peso no índice local — Habitação (-1,87%), Alimentação e bebidas (-0,17%) e Transportes (-0,12%) — foram responsáveis por -0,35 ponto percentual do resultado geral. “Sem esses grupos, o IPCA de agosto teria fechado em alta”, explicou Felipe Senna, técnico do IBGE em Mato Grosso do Sul.

Entre os destaques de queda, a energia elétrica residencial recuou 4,98%, influenciada pela incorporação do Bônus de Itaipu, apesar da vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 2. O impacto no índice geral foi de -0,26 p.p., o maior entre os subitens.

Na alimentação, a deflação foi puxada por produtos como tomate (-9,62%), batata-inglesa (-6,51%), frango inteiro (-3,21%), ovo de galinha (-2,80%) e arroz (-2,38%). “As quedas refletem o aumento da oferta desses alimentos”, comentou Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa.

Transportes e outros grupos também influenciaram

O grupo Transportes teve queda de 0,12%, com destaque para o recuo no conserto de automóveis (-3,16%) e nas passagens aéreas (-2,66%). Por outro lado, houve aumento em itens como automóvel novo (2,36%) e motocicleta (1,95%).

Já o grupo Saúde e cuidados pessoais subiu 0,32%, com altas expressivas nos preços de óculos de grau (3,12%), perfume (2,91%) e absorventes (2,77%). Em contrapartida, medicamentos como antidiabéticos e antibióticos tiveram queda.

Comunicação segue em baixa; Educação mantém alta

O grupo Comunicação caiu 0,23% em agosto, repetindo o desempenho do mês anterior. O único subitem com alta foi o de serviços de streaming (1,91%), enquanto os aparelhos telefônicos tiveram queda de 1,61%.

Educação registrou alta de 0,20%, com aumentos nos preços de autoescola (1,50%), ensino fundamental (0,76%) e pós-graduação (0,47%). Por outro lado, subitens como cadernos, atividades físicas e cursos preparatórios apresentaram deflação.

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