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“Carta Pantanal” é entregue à COP-30 com foco em justiça socioambiental e resiliência climática

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Durante a programação da pré-COP30 realizada nesta segunda-feira (30) na capital sul-mato-grossense, um documento de grande relevância ambiental foi oficialmente entregue à diretora-executiva da COP-30 Brasil, Ana Toni: a Carta Pantanal. O conteúdo do documento reúne propostas e reivindicações de comunidades tradicionais, organizações ambientais e especialistas da região, com foco na promoção da justiça socioambiental e da resiliência climática no bioma pantaneiro.

O tema foi destaque no programa Agora 104, da FM Educativa MS, que recebeu nos estúdios o coronel Ângelo Rabelo, diretor do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) — ONG com mais de duas décadas de atuação no desenvolvimento sustentável do Pantanal. Segundo Rabelo, este é um momento histórico: “Vivemos um tempo de transição. A sociedade está começando a entender que é preciso fazer as pazes com a natureza, e isso passa por respeitar quem vive com ela diariamente”, afirmou.

Confira:

O que é resiliência climática e justiça socioambiental?

Durante a entrevista, os apresentadores esclareceram dois conceitos-chave do debate ambiental atual. A resiliência climática diz respeito à capacidade de comunidades e ecossistemas se recuperarem após eventos extremos, como secas severas, enchentes ou incêndios florestais. Já a justiça socioambiental significa garantir que povos tradicionais — como ribeirinhos, indígenas, pescadores e pequenos produtores — tenham voz nas decisões e compartilhem os benefícios da preservação ambiental, e não apenas os impactos negativos da degradação.

A Carta Pantanal e o caminho até Belém

A Carta Pantanal será levada para a COP-30, a 30ª edição da Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas, que acontece no próximo mês em Belém do Pará, na região amazônica. O documento, elaborado com ampla participação da sociedade civil e de lideranças pantaneiras, destaca a urgência de políticas públicas voltadas à conservação do bioma, o fortalecimento das comunidades locais e a superação do modelo extrativista que marcou a ocupação histórica da região.

A entrega da carta representa um passo importante para que o Pantanal esteja representado nas discussões globais sobre o futuro do planeta. Como destacou Rabelo: “Precisamos unir forças, proteger o que ainda temos e garantir um amanhã para as próximas gerações”.

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