Neste mês, os jornalistas Fábio Madeira e Glaura Villalba abordaram, no programa “Agora 104” da FM Educativa MS, um tema alarmante: o aumento dos casos de feminicídio no estado.
Na semana passada, dois feminicídios foram registrados em questão de horas em Mato Grosso do Sul. Para discutir o assunto, os jornalistas receberam no estúdio o Dr. André Matsushita, colunista do programa, que falou sobre a importância do cumprimento adequado da pena no regime semiaberto para a segurança pública.
Confira:
Um dos casos ocorreu em Aparecida do Taboado, onde uma mulher de 43 anos, Maria Aparecida do Nascimento Gonçalves, foi assassinada pelo próprio filho, com a ajuda de outro homem. Ambos estão presos.
O segundo crime aconteceu na cidade de Jardim. A vítima, Aline Leite da Silva, de 26 anos, foi morta a facadas em frente à filha de 7 anos. O autor era vizinho da vítima e ex-companheiro, com quem ela havia mantido um relacionamento por cerca de dois anos. Mesmo após o término, a jovem enfrentava perseguição constante do agressor, que não aceitava o fim da relação.
O homem, 30 anos mais velho que Aline, já tinha passagens pela polícia por tráfico de drogas e, segundo informações da imprensa, usava tornozeleira eletrônica no momento do crime.
Os casos reforçam o cenário de violência de gênero que marca famílias e comunidades inteiras. São histórias de vidas brutalmente interrompidas pelo machismo e pela violência contra a mulher — uma realidade que, mais uma vez, expõe falhas na proteção das vítimas.
Com esses dois novos registros, Mato Grosso do Sul atinge a marca de 34 feminicídios em apenas um ano, segundo dados recentes da imprensa local.
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