A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da nova vacina brasileira contra a dengue. O imunizante, totalmente desenvolvido e produzido pelo Instituto Butantan, será incorporado ao Programa Nacional de Imunização (PNI).
O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A reportagem é de Sara Quines, da Rádio Nacional.
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Em 2024, o Brasil registrou 6,5 milhões de casos da doença e mais de 5 mil mortes. Até então, a única vacina disponível no país era de origem japonesa, aplicada em duas doses, mas que teve baixa adesão, tanto pela influência do movimento antivacina quanto pela necessidade da segunda aplicação, que muitos não retornavam para receber.
Com eficácia próxima de 90% na prevenção de formas graves, a nova vacina representa um avanço significativo no enfrentamento da dengue. Inicialmente, será oferecida a pessoas entre 12 e 59 anos. Segundo técnicos do Ministério da Saúde, entretanto, a imunização desse grupo deve contribuir para a proteção indireta do restante da população, por meio da redução geral da circulação do vírus.
A previsão do governo federal é de que, no segundo semestre do próximo ano, estejam disponíveis 30 milhões de doses. O esquema de dose única, segundo o ministério, reduz desigualdades, facilita a logística de distribuição e diminui o risco de atrasos ou interrupções no fornecimento.
Produzida nacionalmente, a vacina terá custo mais baixo para o Sistema Único de Saúde (SUS). Já a vacina Qdenga, disponível na rede privada, continua autorizada para aplicação a partir dos 4 anos de idade.
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