Tecnologia

Golpes digitais aumentam com expansão do comércio online

Os golpes variam desde sites que recebem o pagamento e não entregam o produto, até páginas que coletam dados pessoais e bancários para uso em outras fraudes.

Compartilhar
Compartilhar

O avanço do comércio eletrônico no Brasil continua acelerado, mas junto com ele cresce também a atuação de criminosos digitais. Um levantamento de empresas de segurança cibernética que monitoram registros de domínio e padrões de comportamento online identificou que 15% dos novos sites de e-commerce criados no último trimestre de 2025 eram maliciosos, isto é, páginas criadas especificamente para aplicar golpes. Em números simples, um em cada seis novos sites analisados oferecia algum tipo de risco ao consumidor.

A maioria dessas páginas fraudulentas surge em épocas de grande movimento no varejo, como o Natal, a Black Friday e o início do ano, quando as pessoas tendem a comprar mais e a visitar lojas desconhecidas em busca de promoções. Segundo o setor de segurança digital, muitos desses sites utilizam nomes parecidos com marcas famosas, preços muito abaixo da média ou anúncios que circulam em redes sociais para atrair consumidores desatentos.

Como atuam os criminosos

Os golpes variam desde sites que recebem o pagamento e não entregam o produto, até páginas que coletam dados pessoais e bancários para uso posterior em outras fraudes. Em alguns casos, os criminosos conseguem clonar visualmente sites reais, tornando a identificação ainda mais difícil para usuários comuns. Plataformas de rastreamento digital apontam que, entre outubro e dezembro de 2025, houve um pico de registros suspeitos e aumento de ataques do tipo phishing voltados ao e-commerce.

Especialistas explicam que, além de tecnologia cada vez mais sofisticada, os golpistas se aproveitam de um comportamento recorrente do consumidor brasileiro, que confia em anúncios vistos rapidamente em redes sociais. De acordo com dados do setor, três em cada dez vítimas de fraude relatam ter clicado em publicidades no Instagram, Facebook ou WhatsApp antes de efetuar a compra.

Dois fatores explicam o aumento dos sites fraudulentos:

  • Baixo custo para registrar novos domínios, o que facilita a criação intensa de páginas falsas.
  • Crescimento do próprio e-commerce no Brasil, que em 2025 bateu novo recorde, ultrapassando 413 milhões de compras online no ano, segundo dados de mercado.

Quanto maior o fluxo de consumidores, maior o incentivo econômico para grupos criminosos que visam capturar dados ou desviar pagamentos.

Como se proteger

Empresas de cibersegurança e órgãos de defesa do consumidor reforçam orientações básicas para evitar golpes:

• confira se o site tem endereço oficial e certificado de segurança;
• desconfie de preços muito abaixo da média;
• evite compras por links enviados em redes sociais;
• e, sempre que possível, utilize intermediadores de pagamento reconhecidos.

Outra recomendação importante é consultar plataformas como “Gov.br – Consumidor Seguro” e certificações oficiais de lojas, que verificam se o site é legítimo.

Especialistas alertam que a combinação de tecnologia de proteção, fiscalização das empresas e educação digital do consumidor é fundamental para reduzir fraudes, especialmente nos períodos do ano em que o brasileiro faz mais compras online.

Compartilhar

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *