Os 428 moradores da comunidade quilombola Tia Eva, em Campo Grande, vivem a expectativa da restauração da Igreja de São Benedito e de todo o entorno, símbolo da história e cultura de seu povo. A igreja foi interditada em 2024 pela Defesa Civil, por risco de desabamento, e agora os trabalhos de recuperação já estão em andamento.
A comunidade foi fundada em 1905 por Eva Maria de Jesus, conhecida como Tia Eva, mulher negra, ex-escravizada, alforriada em 1887, nascida em Mineiros (GO). O projeto de restauração ganha um significado especial em 2026, ano que marca o centenário da morte de Tia Eva.
O descendente de Tia Eva, Antônio Borges dos Santos, de 70 anos, emocionou-se ao lembrar da infância e da importância da obra. Para Vânia Lúcia Baptista, nascida e criada na comunidade, “a obra era muito esperada por gerações e resgata a memória de nosso povo”.
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Segundo Adanilto Faustino de Souza Júnior, gerente de projetos e orçamentos civis da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul), o projeto foi discutido com a comunidade para que fossem feitas adequações e respeitado o calendário de festas e celebrações locais.
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Artur Padilha chegou depois na comunidade, mas entende a importância da valorização e restauração destes locais. “Esta obra é de fundamental importância da comunidade, todos os moradores estão emocionados com o restauro da igreja de São Benedito e a revitalização do entorno do salão.
O investimento na obra será de aproximadamente R$ 2,2 milhões, em parceria com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. Para moradores e visitantes, trata-se do retorno de um patrimônio histórico e da preservação da memória da Tia Eva, cujo legado permanece vivo na comunidade.
Fotos e Imagens: Bruno Rezende/Secom
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