Na última segunda-feira (2), os governos estadual e federal deram a largada para a COP15, que será realizada em Campo Grande no próximo mês. Uma coletiva de imprensa reuniu veículos de comunicação, autoridades locais e representantes de Brasília para apresentar detalhes do evento que colocará o estado em destaque internacional.
Mais de 130 países já confirmaram presença na conferência, que terá como foco a proteção de espécies migratórias e a conservação de habitats conectados entre nações. Segundo o jornalista Sérgio Carvalho, presente à coletiva, a COP (Conferência das Partes) é um encontro onde os países signatários de uma convenção internacional avaliam avanços, falhas e definem novos compromissos.
Diferentemente da COP do Clima, que ocorre anualmente, a COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias é trienal. O Brasil integra esta convenção desde 2012, e a conferência terá impacto direto em regiões estratégicas do país, como o Pantanal, centro dos debates sobre biodiversidade e conectividade ambiental.
O governo de Mato Grosso do Sul recebeu elogios durante o evento, principalmente pelo avanço em políticas ambientais. Entre os destaques estão a Lei do Pantanal e medidas de regularização ambiental, alinhadas às diretrizes do governo federal. O presidente da COP15, João Paulo Capobianco, classificou a conferência como um marco para o Brasil, para Mato Grosso do Sul e especialmente para o Pantanal.
Temas e objetivos da COP15
Segundo Rita Mesquita, secretária-geral da COP15, o evento terá como missão ampliar o número de países signatários da convenção. Atualmente, 133 países fazem parte da iniciativa, mas algumas regiões, como parte da América do Norte e Central, ainda não são participantes.
A conferência discutirá todas as espécies, “do mosquito à baleia”, e terá como lema “Conectar a Natureza para Sustentar a Vida”, reforçando a importância da cooperação internacional e da conectividade ecológica.
Legado e oportunidades para Mato Grosso do Sul
Além de visibilidade internacional, a COP15 deve gerar impactos locais significativos. Estão previstos quatro eixos estratégicos pós-conferência: atração de investimentos internacionais, fortalecimento do turismo sustentável, incentivo à pesquisa científica e educação ambiental. Um exemplo concreto do legado será a criação de um bosque com espécies do Cerrado em Campo Grande.
A expectativa é que aproximadamente 3 mil pessoas participem da conferência, debatendo a conservação de 1.189 espécies, entre aves, mamíferos aquáticos e terrestres, reforçando o papel do Pantanal como estrela ambiental da região.
Confira a entrevista ao “Agora 104”:
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