´Da ponte pra cá
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“Da ponte pra cá”: projeto leva rap e poesia falada a escolas públicas e transforma vivências em rima e expressão

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Entre rimas improvisadas e batidas que ecoam histórias, crianças e adolescentes descobrem no rap muito mais do que música: encontram formas de se expressar, criar e se reconhecer

Da ponte pra cá, da escola pra lá, o rap chega junto pra somar e transformar! No compasso do hip-hop, palavra vira ponte, vivência vira verso. É nesse fluxo que o projeto ‘Da ponte pra cá, da escola pra lá’ aproxima o universo do rap de crianças e adolescentes de escolas públicas da capital, ampliando experiências, referências e saberes da arte periférica.

O projeto busca realizar oficinas de rap (ritmo e poesia) para crianças e adolescentes de 8 a 18 anos, de escolas públicas, institutos, projetos sociais e organizações da sociedade civil; um encontro entre juventude, arte e possibilidade. A iniciativa é realizada com incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (SETESC) e Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, via Governo Federal e Ministério da Cultura.

Nesta quarta edição, o ritmo segue em movimento com cinco oficinas em quatro escolas públicas da capital. Nesta terça-feira (14), das 9h às 11 horas, o projeto acontece na Escola Municipal Oliva Enciso. Já na quarta (15), das 12h30 às 14h30, na Escola Estadual Maria Eliza Bocayuva Côrrea da Costa. No dia 27, o projeto realiza duas oficinas, uma de manhã e uma pela tarde, na Escola Municipal Antônio José Paniago e, no dia 30, das 13h às 15 horas, na Escola Municipal Abel Freire de Aragão.

A coordenadora geral, Serena MC, descreve que o projeto vem sempre adaptando suas abordagens conforme o contexto das crianças e jovens atendidos: “Nesta 4ª edição decidimos trazer a prática da poesia e oralidade, como forma de expressão e afirmação de cultura e território, dando ênfase a escuta, e escrita das identidades e vivências dos alunos, aproximando-os da cultura SLAM que vem ganhando forte visibilidade nacional”.

A base do projeto apoia-se na Pedagogia Libertadora de Paulo Freire para promover um conjunto de práticas que aproximam os conteúdos do movimento hip-hop do ensino formal. “Nesta teoria, os temas e conteúdos abordados nas oficinas se estruturam a partir do conhecimento dos sujeitos e aproximação com a realidade dos territórios em que são mediados, se atentando às necessidades educacionais dos estudantes e priorizando o que lhes é significativo”, acrescenta a coordenadora pedagógica Marcus Perez.

Nas últimas três edições, projeto levou rap para mais de mil crianças e jovens de MS

Desde o início, o projeto vem impactando vidas. A primeira edição aconteceu em 2024 e atendeu mais de 500 crianças e adolescentes de 10 bairros da capital, de escolas públicas, institutos e organizações da sociedade civil. Rima que viaja, conhecimento que se espalha: na segunda edição, o projeto ganhou MS, levando 16 oficinas de rap para as cidades de Campo Grande, Terenos, Nioaque, Coxim, Nova Andradina, Dourados e Corumbá, atendendo mais de 400 alunos de oito instituições diferentes.

Também em 2025, o rap seguiu transformando histórias: o projeto realizou sua terceira edição, com um circuito exclusivo de oficinas para alunos e alunas das quatro Unidades Educacionais de Internação (UNEIs) de Campo Grande, beneficiando mais de 100 adolescentes em situação de privação de liberdade.

“O hip-hop mobiliza crianças e adolescentes das periferias a transformarem artisticamente suas realidades. Por meio das rimas, grafites, passos e outras expressões, os jovens ressignificam contextos sociais, culturais e históricos, projetando possibilidades e a superação da marginalização. Apresentar e conhecer formas de fazer arte na favela, de maneira poética e positiva, contrapõe a hegemonização histórica e gera reflexões e transformações, rompendo barreiras culturais, estéticas e educacionais”, realça Marcus.

Para Serena MC, realizar o projeto é, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade e uma realização. Ela conta que iniciou sua carreira ainda menor de idade e que foi exposta a vários tipos de violências, como machismo, perseguição e assédio. “Sentia que precisava criar um ambiente seguro pra desvincular a cultura de rua da violência, pra reverter a marginalização e proteger crianças e jovens interessados, já que é essa cultura do hip-hop que muda o caminho da juventude periférica. Então, esse projeto, além de focar na proteção e integridade dos jovens, é uma forma de incentivá-los a arte, ao protagonismo, e a construção de autoestima e valorização da própria cultura e vivência”, finaliza.

Acompanhe o projeto pelo Instagram em @projdapontepraca.

Assessoria de Imprensa

 

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