Mulheres indígenas em Campo Grande em cena do documentário Kaguateka
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Documentário sobre resistência de mulheres indígenas na cidade grande terá pré-estreia na Capital

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Exibição ocorrerá na Aldeia Água Bonita, em Campo Grande

A trajetória de mulheres indígenas que vivem entre a aldeia e a cidade grande é o tema central do documentário “Kaguateka: Aquelas que Resistem”, filme documental dirigido por Gleycielli Nonato Guató. A exibição de estreia será gratuita e vai ocorrer na Aldeia Urbana Água Bonita, nesta quinta-feira (25), às 19h30,  e sexta-feira (26), às 19h no MIS (Museu da Imagem e do Som), em Campo Grande.

A produção conta com investimento da PNAB (Política Nacional Aldir Blanc), do Governo Federal, por meio do MinC (Ministério da Cultura), com edital operacionalizado pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Fundac (Fundação Municipal de Cultura).

O filme acompanha relatos de mulheres indígenas que deixaram seus territórios de origem para viver em centro urbano sem perder sua tradição, identidades, línguas, danças e cosmovisões. Uma das protagonistas do documentário é Mirian Marcos Tsibodowapré, indígena Terena da Terra Indígena Taunay Ipegue.

Mirim atualmente mora em Campo Grande e conta que foi convidada pela equipe de produção há cerca de um ano para integrar o projeto justamente por ter passado pelo trajeto entre a aldeia e a vida urbana.

Para a indígena o documentário expõe como a vida na cidade impõe diferenças e desafios, mas não rompe os laços com a cultura de origem.

“Mesmo na cidade não deixamos de ser indígenas, mantendo a nossa cultura, a nossa língua, a nossa dança, a nossa cosmovisão”, afirma.

Ela vem de uma família de lideranças indígenas, a exemplo de seus tios Marcos Terena e Domingos Marcos – idealizadores da primeira organização indígena do país, a União das Nações Indígenas – e de sua mãe, Mada Terena, uma das articuladoras do movimento indígena na Capital.

Hoje, Mirian se dedica à luta pelos direitos das mulheres indígenas e por espaços de inclusão e respeito. “Sofremos duas vezes mais o preconceito, por sermos mulheres e indígenas. Não é fácil, mas não é impossível”, completa, definindo o documentário como “um registro de vivência verdadeira” que deve aproximar o público da realidade indígena em contexto urbano.

Comitê de Cultura de MS

O projeto contou com o assessoramento técnico do Comitê de Cultura de Mato Grosso do Sul, instância vinculada ao Programa Nacional dos Comitês de Cultura, que apoia agentes culturais, artistas e fazedores da cultura, na elaboração e estruturação de projetos por meio da Organização da Sociedade Civil a Associação Flor e Espinho.

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