A combinação entre a seca prolongada e a chegada do inverno tem provocado um cenário de alerta para a saúde pública em Mato Grosso do Sul. O número de atendimentos por problemas respiratórios cresce em todo o estado, impulsionado pela baixa umidade do ar, pelas oscilações de temperatura e pelo aumento da concentração de poeira.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tem emitido alertas frequentes de “perigo potencial” devido à umidade relativa do ar, que atinge níveis críticos entre 20% e 30% em dezenas de municípios, incluindo Campo Grande. Nessas condições, o ar seco resseca as mucosas do nariz e da garganta, comprometendo as defesas naturais do organismo e favorecendo o surgimento e o agravamento de doenças respiratórias.
Para esclarecer os principais impactos desse período na saúde da população, os jornalistas Zilda Vieira e Leonardo Paraná receberam, no programa “Agora 104”, da FM Educativa MS 104.7, a médica clínica Dra. Janda de Oliveira Campos Ramos, coordenadora do Programa de Residência de Clínica Médica do HCor – Hospital do Coração.
Durante a entrevista, a especialista explicou por que os problemas respiratórios se intensificam nesta época do ano, quais grupos são mais vulneráveis e quais são os sintomas mais comuns observados na população. Entre os públicos mais afetados estão crianças, idosos, pessoas com doenças respiratórias crônicas, como asma e bronquite, além de indivíduos com baixa imunidade.
A médica também destacou que gripes e resfriados fazem parte desse cenário, especialmente porque o clima seco favorece a circulação de vírus e reduz a proteção natural das vias respiratórias. Segundo ela, o diagnóstico precoce e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para evitar complicações.
Entre as principais recomendações para reduzir os riscos à saúde durante o período de estiagem e inverno estão:
- Beber pelo menos dois litros de água por dia para manter o organismo e as mucosas hidratados.
- Umidificar os ambientes com umidificadores, toalhas molhadas ou recipientes com água, principalmente durante a noite.
- Evitar atividades físicas intensas ao ar livre entre as 10h e as 16h, quando o calor e o ar seco são mais intensos.
- Higienizar frequentemente as vias aéreas com soro fisiológico para reduzir o ressecamento e remover impurezas.
- Manter a vacinação em dia, especialmente contra a gripe e outras doenças respiratórias previstas no calendário de imunização.
A orientação dos especialistas é que pessoas que apresentem sintomas persistentes, como tosse intensa, falta de ar, febre ou dificuldade para respirar, procurem atendimento médico para avaliação e tratamento adequado. A adoção de medidas simples de prevenção pode contribuir para reduzir os impactos da estiagem sobre a saúde da população.
Confira:
Deixe um comentário