O assunto foi destaque no programa Agora 104, da FM Educativa MS 104.7, apresentado por Zilda Vieira e Leonardo Paraná, que recebeu o médico urologista Flávio Faria para explicar a relação entre a saúde sexual masculina e o funcionamento do sistema cardiovascular.
A conexão entre essas condições está relacionada, entre outros fatores, à saúde dos vasos sanguíneos. As artérias responsáveis por levar sangue ao pênis têm diâmetro menor do que as artérias coronárias. Por isso, alterações vasculares podem se manifestar inicialmente por meio da disfunção erétil, antes do aparecimento de sintomas mais evidentes de doenças do coração.
Estudos indicam que a disfunção erétil pode anteceder eventos cardiovasculares, como o infarto, em alguns anos. Isso não significa, porém, que todo homem com dificuldade de ereção desenvolverá uma doença cardíaca, mas reforça a importância de avaliar possíveis fatores de risco.
Fatores de risco em comum
Entre as condições que podem contribuir tanto para a disfunção erétil quanto para as doenças cardiovasculares estão a hipertensão arterial, o diabetes, o colesterol elevado, o tabagismo e o sedentarismo. O excesso de peso e outros hábitos prejudiciais à saúde também podem aumentar os riscos.
Além das causas vasculares, a disfunção erétil pode estar associada a alterações hormonais, fatores psicológicos, efeitos colaterais de medicamentos e outras condições de saúde. Por isso, a avaliação médica é fundamental para identificar a origem do problema e definir a abordagem mais adequada.
Quando procurar ajuda médica?
A dificuldade de ereção que se repete ou persiste merece atenção, independentemente da idade. Embora muitos homens ainda sintam vergonha de falar sobre o assunto, adiar a consulta pode atrasar tanto o diagnóstico da disfunção erétil quanto a identificação de condições que afetam a saúde geral.
Durante a avaliação, o urologista pode investigar o histórico clínico, os hábitos de vida, o uso de medicamentos e a presença de doenças preexistentes. Conforme cada caso, podem ser solicitados exames de sangue, avaliação hormonal e verificação de fatores de risco, como pressão arterial, glicemia e níveis de colesterol.
Quando há suspeita de comprometimento cardiovascular, histórico familiar relevante ou outros fatores que indiquem maior risco, o encaminhamento para um cardiologista pode ser necessário. A decisão depende da avaliação individual do paciente.
Prevenção protege a saúde como um todo
A adoção de hábitos saudáveis é uma das principais medidas para reduzir os riscos associados às doenças cardiovasculares e à disfunção erétil. Praticar atividade física regularmente, manter uma alimentação equilibrada, evitar o tabagismo, controlar o peso e acompanhar a pressão arterial, a glicemia e o colesterol são atitudes importantes para a prevenção.
Também é fundamental evitar a automedicação e não utilizar medicamentos para disfunção erétil sem orientação profissional, especialmente quando existem doenças cardiovasculares ou uso de medicamentos que possam apresentar interações perigosas.
A principal orientação é não tratar a dificuldade de ereção como um problema exclusivamente sexual ou motivo de constrangimento. Procurar um urologista pode ser o primeiro passo para esclarecer a causa do sintoma e, quando necessário, identificar riscos que exigem acompanhamento de outros especialistas.
Cuidar da saúde sexual também é cuidar da saúde cardiovascular.
A informação, a prevenção e o diagnóstico precoce são aliados importantes para preservar a qualidade de vida e a saúde masculina.
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