Emprego

Desemprego atinge nova mínima histórica

Taxa de dezembro reflete mercado aquecido, aumento de vagas formais e renda em alta

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O desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, o menor resultado desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. O recuo ocorreu após taxas progressivamente mais baixas ao longo do ano, e reforça a força do mercado de trabalho brasileiro no fim de 2025. 

Em termos absolutos, isso significa que o número de brasileiros em busca de trabalho voltou a ficar em torno de 5,5 milhões de pessoas, bem abaixo dos níveis do início da década, quando esse total ultrapassava 10 milhões. O desempenho foi impulsionado pela criação de vagas com carteira assinada, principalmente nos setores de comércio, serviços e atividades públicas, além de avanço na formalização.

A renda média dos trabalhadores também mostrou melhora ao longo do ano, acompanhando a redução do desemprego e fortalecendo o consumo das famílias. Mesmo assim, especialistas destacam que desafios persistem, como a necessidade de qualificação profissional e a queda persistente da informalidade em alguns segmentos do mercado. 

MS mantém desempenho destacado

O estado de Mato Grosso do Sul também aparece entre os com melhor desempenho no mercado de trabalho. Dados da PNAD Contínua indicam que, no segundo trimestre de 2025, a taxa de desocupação local chegou a 2,9%, entre as menores do país. Esse índice pôs o estado na quarta posição nacional em menor desemprego, atrás de Santa Catarina, Rondônia e Mato Grosso. A alta participação de trabalhadores formais no estado e políticas públicas de emprego contribuíram para esse resultado. 

Apesar da taxa baixa, Mato Grosso do Sul enfrenta desafios típicos de mercados regionais menores, como a necessidade de diversificar oportunidades e fortalecer a qualificação técnica da mão de obra. Ainda assim, o desempenho reflete a resiliência e o dinamismo da economia local. 

A manutenção de taxas recordes de emprego em 2026 dependerá tanto do comportamento do crescimento econômico quanto da continuidade de políticas de incentivo à formalização, à educação profissional e à atração de investimentos. Mesmo com expectativas de desaceleração econômica global, o mercado brasileiro fechou o ano passado em posição histórica de força no emprego. 

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