Saúde Pública

Campo Grande registra queda nas taxas de gravidez entre adolescentes

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Primeira semana de fevereiro é a Semana Nacional de Prevenção à Gravidez na Adolescência e, em Campo Grande, o tema ganha destaque durante todo o mês de fevereiro. A iniciativa busca conscientizar jovens e famílias sobre os riscos e as formas de prevenção da gravidez precoce.

Em entrevista à FM Educativa MS a responsável técnica pela Saúde da Criança e do Adolescente da Secretaria Municipal de Saúde, Ester Marceli, alerta que a gravidez na adolescência pode trazer diversas consequências negativas. Além dos cuidados com o bebê, a gestação nessa fase da vida aumenta os riscos de a adolescente desenvolver anemia, hipertensão gestacional, que pode evoluir para pré-eclâmpsia ou eclâmpsia, com convulsões e complicações no momento do parto.

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Outro ponto de atenção é a maior exposição às infecções sexualmente transmissíveis, além do impacto na saúde mental, já que muitas adolescentes podem desenvolver ansiedade e depressão durante ou após a gestação.

Ester Marceli destaca que o município oferece gratuitamente diversos mecanismos de prevenção nas unidades de saúde, como a distribuição de métodos contraceptivos e a disponibilização do DIU de cobre. A Secretaria Municipal de Saúde também desenvolve, todos os anos, ações de prevenção à gravidez na adolescência por meio do Programa Saúde na Escola, especialmente no ensino médio.

Durante a Semana Nacional de Prevenção à Gravidez na Adolescência, Campo Grande também tem uma boa notícia para compartilhar: o município vem registrando uma redução gradativa na taxa de gravidez entre adolescentes, com índices abaixo da média nacional. Ainda assim, o alerta permanece, já que, anualmente, mais de mil adolescentes engravidam na cidade.

A Secretaria reforça que a prática de atividades sexuais sem o uso de preservativos aumenta significativamente o risco de infecções sexualmente transmissíveis, como HIV, sífilis e hepatites. Os preservativos estão disponíveis gratuitamente nas Unidades de Saúde da Família e nas unidades de urgência e emergência, sem a necessidade de consulta médica prévia.

Foto: AgênciaBrasil

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