Se o Brasil é destaque na reciclagem de latas de alumínio, o mesmo não acontece com o plástico. Estudos da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) indicam que apenas cerca de 20,6% do plástico pós-consumo foi reciclado no país em 2023.
Mesmo com leve recuperação em 2024, o índice geral permanece próximo de 21%, bem abaixo do necessário para reduzir o impacto ambiental do material.
O plástico é hoje um dos resíduos mais presentes no lixo urbano. Estima-se que o Brasil produza milhões de toneladas desse material por ano, grande parte utilizada em embalagens descartáveis.
Entre os tipos de plástico mais reciclados está o PET, utilizado em garrafas de bebidas. No país, esse material apresenta uma das maiores taxas de reaproveitamento entre os plásticos, impulsionado pela demanda da indústria recicladora.
Apesar disso, especialistas alertam que a maior parte das embalagens plásticas ainda segue para aterros sanitários ou acaba dispersa no ambiente.
Em Mato Grosso do Sul, a ampliação da coleta seletiva é um dos principais desafios para aumentar a reciclagem. Levantamento do Tribunal de Contas do Estado aponta que apenas cerca de 54% dos municípios possuem iniciativas de coleta seletiva.
Isso significa que, em quase metade das cidades, os materiais recicláveis continuam sendo descartados junto com o lixo comum.
Sem a separação adequada nas residências, grande parte do plástico acaba indo para aterros sanitários, dificultando a recuperação do material. Programas de educação ambiental e expansão da coleta seletiva são apontados como caminhos para melhorar esse cenário.
Imagem gerada por I.A
Deixe um comentário