A cesta básica em Campo Grande registrou leve queda no mês de fevereiro, mas ainda permanece entre as mais caras do Brasil. De acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o conjunto de alimentos essenciais custou R$ 780,29 na Capital.
O valor é R$ 3,12 menor do que o registrado em janeiro. Mesmo com a redução, Campo Grande ocupa a 6ª posição entre as capitais com a cesta básica mais cara do país, ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Cuiabá e Porto Alegre.
Entre os produtos que mais influenciaram o resultado do mês está o feijão carioca, que registrou aumento de 22%, o maior entre os itens pesquisados. Outros produtos também apresentaram elevação de preços na Capital, como o arroz agulhinha, com alta de 3,48%, o pão francês, que subiu 0,89%, e a carne bovina de primeira, com aumento de 0,63%.
Em entrevista à FM Educativa MS a supervisora técnica do Dieese, Andreia Ferreira, ressalta que alguns itens ajudaram a conter o custo total da cesta em fevereiro, o que resultou na pequena queda em relação ao mês anterior. Ainda assim, o peso da alimentação continua elevado no orçamento das famílias.
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A pesquisa aponta que um trabalhador que recebe salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 105 horas e 54 minutos para comprar a cesta básica em Campo Grande. Na prática, isso significa que pouco mais de 52% do salário mínimo líquido é comprometido apenas com alimentos básicos.
De acordo com o Dieese, a alta do feijão está associada à menor oferta do produto no mercado, consequência de dificuldades na colheita e da redução da área plantada no país.
Apesar da leve queda registrada em fevereiro, a avaliação técnica é de que a redução de preços pode não se manter nos próximos meses, já que alguns produtos importantes da cesta básica continuam apresentando tendência de alta.
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