Dados recentes do Ministério da Saúde mostram que a obesidade já se configura como um dos grandes desafios de saúde pública no Brasil. Atualmente, mais de 60% da população está acima do peso, e cerca de 25% vivem com obesidade, segundo estimativas da World Obesity Federation.
O problema também afeta crianças e adolescentes. Mais de uma em cada cinco pessoas entre 5 e 19 anos está com sobrepeso ou obesidade, o que, no Brasil, corresponde a cerca de 16,5 milhões de jovens. Especialistas reforçam a necessidade de prevenção e de hábitos mais saudáveis desde cedo.
Para falar sobre o tema, o médico André Martins participou do programa Agora 104 da FM Educativa MS 104.7 e respondeu aos principais questionamentos sobre a obesidade no país.
Epidemia global e causas da obesidade
Segundo André Martins, a obesidade pode ser considerada uma epidemia mundial e, no Brasil, a situação é preocupante. Entre as principais causas estão o sedentarismo, a alimentação inadequada e fatores sociais e econômicos que dificultam a adoção de hábitos saudáveis.
Ambiente influencia hábitos
O especialista ressalta que os ambientes onde as pessoas vivem, trabalham e estudam têm grande influência no risco de obesidade. “A urbanização, a disponibilidade de alimentos ultraprocessados e a falta de espaços para atividade física contribuem diretamente para o aumento de peso”, explica.
Medicamentos não são a solução
A busca por soluções rápidas, muitas vezes através de medicamentos, é intensa, mas Martins alerta: “Os remédios podem ajudar em casos específicos, mas não substituem mudanças de hábitos, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios.”
Alimentação e poder aquisitivo
O poder aquisitivo também interfere na condição de sobrepeso. “Alimentos ultraprocessados geralmente são mais baratos e acessíveis. É comum ver pessoas almoçando salgados com refrigerante, enquanto opções saudáveis custam mais caro e exigem planejamento”, afirma o médico.
Genética e obesidade
A genética pode influenciar o sobrepeso, mas não determina sozinho a obesidade. Fatores ambientais e comportamentais têm papel igualmente importante. “Mesmo indivíduos com predisposição genética podem manter um peso saudável com hábitos corretos desde a infância”, conclui Martins.
O cenário brasileiro reforça a urgência de políticas públicas, educação alimentar e incentivo à prática de atividades físicas, buscando reverter a tendência crescente da obesidade no país.
Confira:
Deixe um comentário