A Prefeitura de Dourados decretou situação de emergência em saúde pública devido ao aumento expressivo dos casos de chikungunya no município, o maior do interior de Mato Grosso do Sul.
A situação é considerada preocupante pelas autoridades sanitárias. Inicialmente concentrados em aldeias indígenas, os casos da doença já se espalharam por diversos bairros da cidade e também atingem municípios vizinhos, como Itaporã e Fátima do Sul.
Para reforçar o enfrentamento da epidemia, uma força-tarefa foi mobilizada, incluindo especialistas da Fundação Oswaldo Cruz. O infectologista Rivaldo Venâncio, que integra a equipe, relata que os trabalhos têm sido intensos e contínuos desde o último fim de semana.
Em entrevista à FM Educativa MS o especialista deu mais esclarecimentos. OUÇA:
“Em Dourados, é fundamental que a população colabore para conter o avanço da doença. Ele alerta que, sem medidas de prevenção, há risco de disseminação em todo o estado”, declarou.
A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da zika. Por isso, as autoridades reforçam a importância de eliminar possíveis criadouros, como recipientes com água parada.
Diante do cenário, a Secretaria de Estado de Saúde solicitou ao Ministério da Saúde o envio da vacina contra a chikungunya. O imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantan, já foi aprovado pela Anvisa e находится na fase 4 de monitoramento, etapa que avalia sua efetividade em condições reais de uso.
Atualmente, a vacina está sendo aplicada de forma controlada no Brasil, dentro de um projeto piloto conduzido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Butantan, em municípios selecionados. Mato Grosso do Sul solicitou a inclusão de Dourados nessa estratégia.
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