Dourados já contabiliza mais de 5,2 mil notificações de casos de chikungunya em 2026. De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, o município registrava, até ontem, 3.681 casos prováveis da doença. Desse total, 1.701 foram confirmados e outros 2.760 seguem em investigação.
A situação preocupa as autoridades de saúde. Somente neste ano, sete indígenas morreram em decorrência da chikungunya. Outras três mortes ainda estão sendo investigadas, sendo duas de pacientes não indígenas.
Além do alto número de casos na região, o infectologista da Fiocruz, Rivaldo Venâncio, alerta para a subnotificação. Segundo ele, muitos casos da doença não chegam a ser oficialmente comunicados, o que pode dificultar o controle da epidemia.
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O especialista também reforça a importância da colaboração da população no combate ao mosquito transmissor. Em bairros da cidade, a recomendação é eliminar possíveis criadouros, como terrenos baldios que acumulam água parada.
Em todo o Mato Grosso do Sul, já foram confirmados mais de 2 mil casos de chikungunya. Além das sete mortes registradas em Dourados, o estado também contabiliza dois óbitos em Jardim, um em Bonito e um em Fátima do Sul, totalizando 11 mortes.
O boletim epidemiológico ainda aponta 43 casos confirmados da doença em gestantes, o que aumenta a preocupação das autoridades de saúde.
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