Dourados esta com um alerta contundente sobre o agravamento da saúde pública. A segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, atualmente epicentro da chikungunya no estado, decretou situação de calamidade pública durante o feriado de Tiradentes, após reconhecer o colapso da rede assistencial diante do avanço da doença.
A medida foi oficializada por decreto assinado pelo prefeito Marçal Gonçalves Leite Filho e representa um endurecimento das ações já em vigor. O estado de emergência decretado em março não foi suficiente para conter o cenário, agora classificado como crítico pelas autoridades municipais.
Segundo dados atualizados, o município já ultrapassa 6 mil casos prováveis de chikungunya, com uma taxa de positividade superior a 61%, o que evidencia a rápida disseminação do vírus.
Com o decreto de calamidade, a prefeitura passa a ter respaldo legal para adotar medidas excepcionais, como contratações emergenciais e até o ingresso forçado em imóveis com o objetivo de eliminar focos do mosquito transmissor.
Paralelamente, cresce a expectativa pelo início da vacinação, previsto para a próxima segunda-feira, 27 de abril. A meta é imunizar cerca de 43 mil moradores. O imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantan e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em 2025, surge como uma nova frente no combate à doença. Ainda assim, diante do cenário atual, o desafio imediato permanece sendo conter o avanço da epidemia.
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