A onça-pintada fêmea capturada na área urbana de Corumbá no início de maio já está de volta à natureza.
Batizada de Corumbella “a bela de Corumbá” ela foi solta neste domingo, dia 3, na Serra do Amolar, uma das regiões mais preservadas do Pantanal.
O nome também faz referência ao fóssil Corumbella werneri, com cerca de 553 milhões de anos, encontrado na região e considerado um dos primeiros organismos multicelulares da Terra.
Depois da captura, realizada entre os dias 2 e 3 de maio, o animal passou por um processo chamado translocação, uma estratégia usada para proteger tanto a fauna quanto a população, especialmente quando animais silvestres aparecem em áreas urbanas.
A onça foi levada para a rede de proteção da Serra do Amolar, um dos corredores de biodiversidade mais estratégicos do Pantanal.
O que pode parecer uma ação emergencial foi, na verdade, resultado de quatro meses de planejamento. A operação envolveu pelo menos dez instituições, entre elas o IBAMA, o Exército Brasileiro, a Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul e o Instituto Homem Pantaneiro (IHP).
Essa foi a primeira translocação de onça-pintada realizada nessas condições no Pantanal.
E para entender melhor como tudo isso aconteceu, a gente conversa agora com Rodolfo César, assessor de imprensa do Instituto Homem Pantaneiro.
OUÇA:
Foto: IHP
Deixe um comentário