Saúde

SUS amplia acesso a tratamento contra câncer que não provoca queda de cabelo

Imunoterapia passa a chegar mais rapidamente aos pacientes da rede pública

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O Brasil começou a ampliar o acesso gratuito a um tratamento contra o câncer que não costuma provocar queda de cabelo, um dos efeitos colaterais mais marcantes da quimioterapia tradicional.

A mudança ocorre após a sanção da Lei 15.379/2026, que acelera a incorporação da imunoterapia no Sistema Único de Saúde quando ela for considerada mais segura ou mais eficaz que os tratamentos convencionais.  

O principal destaque é o uso do pembrolizumabe, medicamento imunoterápico já utilizado em diversos países e agora incorporado gradualmente ao SUS.  

Diferente da quimioterapia, que ataca células de multiplicação rápida, inclusive células saudáveis do cabelo, a imunoterapia estimula o próprio sistema imunológico do paciente a reconhecer e combater o tumor.   Por isso, pacientes tratados apenas com imunoterapia normalmente não sofrem alopecia, a queda de cabelo associada ao câncer.

Até recentemente, o pembrolizumabe estava disponível principalmente na rede privada por causa do alto custo. Segundo reportagens e informações ligadas ao acordo de produção nacional, cada sessão pode custar cerca de R$ 27 mil no sistema privado.  

A ampliação do acesso ocorreu após parceria entre o Ministério da Saúde, o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD para fabricação nacional do medicamento.  

O pembrolizumabe já apresenta resultados importantes em tumores como:

  • melanoma
  • câncer de pulmão
  • câncer de mama triplo-negativo
  • câncer de colo do útero
  • câncer de esôfago
  • alguns linfomas

A indicação depende do tipo de tumor, estágio da doença e avaliação médica.  

Especialistas afirmam que a imunoterapia mudou o cenário de determinados tumores agressivos. No melanoma avançado, estudos citados por oncologistas mostram que até 40% dos pacientes permanecem vivos após mais de cinco anos de tratamento, realidade muito diferente da observada há duas décadas.  

Apesar de menos agressiva que a quimioterapia tradicional, a imunoterapia também pode causar reações.

Entre os efeitos relatados estão:

  • fadiga
  • náuseas
  • diarreia
  • tosse
  • dores articulares
  • alterações imunológicas

Em alguns casos, quimioterapia e imunoterapia são usadas juntas. Nessas situações, a queda de cabelo ainda pode acontecer por causa da quimioterapia.  

A incorporação da imunoterapia ao SUS é vista como avanço importante na oncologia brasileira. Além da possibilidade de maior sobrevida, especialistas destacam impacto emocional positivo para pacientes que conseguem enfrentar o tratamento sem alterações físicas tão severas.

A expectativa do governo e dos especialistas é ampliar gradualmente o acesso à imunoterapia para diferentes tipos de câncer. A produção nacional do medicamento pode ajudar a reduzir os custos e aumentar a disponibilidade no sistema público.

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