O mundo ganhou quase 2 milhões de novos milionários em 2025, elevando a população global de pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão ao maior patamar já registrado. Os dados fazem parte do relatório anual de riqueza mundial elaborado pela UBS, que acompanha a evolução do patrimônio das famílias em dezenas de países. Segundo o levantamento, a recuperação dos mercados financeiros, a valorização de ações e imóveis e o crescimento de investimentos em tecnologia ajudaram a impulsionar a expansão da riqueza global.
O relatório estima que o planeta encerrou 2025 com cerca de mais de 60 milhões de milionários em dólares, um novo recorde histórico. Isso significa que aproximadamente uma em cada 130 pessoas no mundo possui patrimônio líquido superior a US$ 1 milhão, considerando imóveis, investimentos e outros ativos, descontadas as dívidas.
Os Estados Unidos continuam concentrando o maior número de milionários do planeta. O país respondeu por parcela significativa dos novos milionários criados em 2025, impulsionado principalmente pela valorização do mercado acionário e do setor de tecnologia. A China aparece na sequência, seguida por importantes economias da Europa Ocidental.
Embora o patrimônio global tenha aumentado, especialistas destacam que o crescimento não ocorreu de forma homogênea. Em várias regiões, especialmente em países de renda média e baixa, a população continuou enfrentando desafios relacionados à inflação, ao custo de vida e ao crescimento econômico mais lento. O relatório mostra que a concentração de riqueza permanece elevada em diversas partes do mundo.
O Brasil aparece entre os países que registraram crescimento do patrimônio privado nos últimos anos. A valorização de ativos financeiros, investimentos imobiliários e recuperação de alguns setores econômicos contribuíram para esse movimento. Especialistas observam, porém, que o aumento do número de milionários não significa necessariamente melhora generalizada da renda da população.
Um dos destaques do estudo é a chamada grande transferência de riqueza. Nas próximas duas décadas, trilhões de dólares devem ser transferidos entre gerações por meio de heranças. Especialistas acreditam que esse processo poderá alterar significativamente o perfil dos milionários ao redor do mundo.
Empresas ligadas à inteligência artificial, software, semicondutores e inovação digital continuam figurando entre as principais responsáveis pela criação de novas fortunas. O avanço da IA foi um dos fatores que impulsionaram mercados financeiros em diversos países ao longo do último ano.
Mas os economistas destacam que o aumento da riqueza global e o crescimento do número de milionários não significam redução automática da desigualdade. Em muitos países, renda e patrimônio continuam concentrados em uma parcela relativamente pequena da população. Por isso, indicadores de riqueza costumam ser analisados juntamente com dados de renda, emprego e custo de vida.
A marca histórica de mais de 60 milhões de milionários mostra que a riqueza global continua crescendo, apesar das incertezas econômicas e geopolíticas dos últimos anos. O avanço da tecnologia, dos mercados financeiros e da inovação segue criando novas oportunidades de acumulação patrimonial. Ao mesmo tempo, o desafio para governos e economias continua sendo transformar parte desse crescimento em prosperidade mais ampla para a população como um todo.
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