O programa AgroEducativa MS apresenta uma reportagem especial sobre a palma, planta suculenta originária do México e adaptada às condições brasileiras. Conhecida também como figo-da-índia, tuna ou figo-palmeira, a espécie produz frutos doces, ricos em fibras, vitaminas A e C e minerais como potássio e magnésio.
Além do consumo humano, a palma se destaca como alternativa para a alimentação de bovinos e ovinos, especialmente durante os períodos de estiagem, quando a oferta de pastagem diminui.
A planta é bastante utilizada como forrageira em regiões semiáridas e áridas. Segundo especialistas, pode compor cerca de 40% da dieta dos animais, contribuindo para o fornecimento de energia e favorecendo a engorda do gado e a produção de leite. No entanto, por apresentar baixo teor de proteína, precisa ser combinada com outros ingredientes para garantir uma alimentação equilibrada.
O dentista aposentado Jaime Zampieri, criado no meio rural, retomou as atividades no campo há alguns anos e começou a produzir figo-da-índia para o consumo dos frutos. A experiência com a palma na alimentação do rebanho de corte começou no ano passado, durante um período de seca.
“Como tinha pouco pasto, a gente experimentou dar para o gado e teve uma ótima aceitação. Então, este ano, estamos dando mais do que no ano passado”, relata o produtor.
O preparo da palma para a alimentação dos animais começa com o corte dos cladódios, estruturas conhecidas popularmente como folhas do cacto. Em seguida, é feita a queima para eliminar os espinhos, que podem dificultar o consumo. Depois, a planta é cortada em pedaços e misturada a outros alimentos.
Segundo Jaime, a palma precisa ser triturada ou incorporada à mistura para facilitar a ingestão. Na propriedade, o produtor utiliza capim, silagem, farelo e resíduos de milho, acrescentando a palma à composição.
O trabalho na propriedade conta com assistência técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) de Mato Grosso do Sul. O acompanhamento começa com um diagnóstico do sistema de produção e a elaboração de um planejamento para dois anos.
“Uma vez por mês, a gente vem à propriedade, faz o acompanhamento e as adequações necessárias para o produtor atingir seus objetivos e metas”, explica o técnico responsável.
A experiência demonstra como alternativas forrageiras podem contribuir para a alimentação do rebanho e ajudar os produtores rurais a enfrentar os desafios da estiagem, com planejamento e orientação técnica.
Sobre o AgroEducativa MS
Apresentado pelo jornalista Osmar Bastos, o AgroEducativa MS conta com produção e reportagens de Elaine Silva. O programa aborda semanalmente temas relacionados ao campo, à sustentabilidade e ao desenvolvimento do agronegócio em Mato Grosso do Sul.
A atração vai ao ar aos domingos, às 9h30, pela TV Educativa de Mato Grosso do Sul, com reprise às quartas-feiras, às 17h. O conteúdo também está disponível no YouTube.
Deixe um comentário