No mercado brasileiro, a adoção também avança. Empresas como a Selbetti Tecnologia já implementam sistemas de etiquetas eletrônicas em milhares de estabelecimentos comerciais. Segundo a companhia, 85% dos contratos fechados neste ano na área de varejo foram destinados à instalação dessa tecnologia. A expectativa é alcançar 100 lojas equipadas até o fim de 2026.
Para os supermercados, uma das principais vantagens está na eficiência operacional. A atualização automática dos preços reduz custos com mão de obra e substituição de etiquetas, além de possibilitar maior agilidade na gestão dos produtos. Estimativas do setor apontam que a tecnologia pode contribuir para aumentar a margem de lucro entre 2% e 5%.
As redes que adotam o sistema afirmam que mantêm o mesmo preço para todos os consumidores dentro de uma mesma loja, independentemente do horário da compra ou do perfil do cliente.
Apesar do avanço tecnológico, o tema ainda provoca discussões sobre transparência, práticas de precificação e proteção dos consumidores. No Brasil, esse debate está apenas começando e deve ganhar força à medida que mais supermercados incorporarem ferramentas de inteligência artificial e etiquetas digitais.
Foto: Kleber Clajus
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